Quais são as melhorias de que a sua empresa precisa e que você não sabe

Não adianta conhecer bem o seu negócio e ser um bom gestor. Digo que não adianta porque não é suficiente. Até mesmo na administração - e porque não, principalmente nesta área - é preciso ter a humildade de ouvir as outras vozes ao redor.
O melhor gestor que se possa imaginar vai ter olhos e orelhas atentos a tudo que acontece entre as paredes da empresa mas sua percepção de tudo é unilateral e pode ser ludibriada pelas suas próprias experiências e por seus julgamentos de valor e/ou urgência.

A presença constante de outras opiniões é o que vai deixar qualquer administrador no topo de seu jogo, ciente de tudo e capaz de avaliar situações por mais de uma ótica. Isso sim é importante. As vezes achamos que sabemos de tudo pelo tempo que já dedicamos a uma função mas infeliz e ultrapassado é aquele que se acomoda neste lugar.

O bom gestor, aquele que realmente quer estar em sua melhor forma profissional, está sempre pronto a ouvir e até mesmo oferece oportunidade para que outras opiniões sejam ouvidas. Uma empresa que quer estar sempre um passo a frente do problema deve dar voz ao funcionário e agradecer como for possível a sua colocação.

Nem todos vão ter a iniciativa de oferecer uma opinião que vai contra o que vem sendo praticado mas essas vozes que não se ouve no dia a dia podem guardar grandes oportunidades. Mais do que ouvir,é preciso criar canais e normas para que todos se sintam confortáveis para falar. Isso é criar oportunidade. 



C. C. Self-Coaching
Curtiu? Compartilhe este post!
Siga o Blog e acompanhe o melhor conteúdo da internet!


Esquema prático para self-coaching

Se avaliar não é uma tarefa fácil e, se eu for questionada a este respeito, digo que hoje somos muito capazes de julgar os outros, mas pouco capazes de observar a nós mesmos. Preparei este pequeno esquema, super prático e intuitivo, em uma reunião no trabalho hoje e achei que pode ser interessante ter por perto, por isso compartilho.

Imprima, cole na parede da sua mesa de trabalho e reveja este diagrama sempre que possível. Somos todos capazes de trabalhar para nosso crescimento, mas é preciso persistir e ser capaz de ouvir duras críticas, mesmo as vindas de si.

Acho muito importante destacar que ser auto-crítico não é se desmerecer ou se diminuir, é avaliar de forma cordial os pontos que identifica em si que poderiam ser melhorados. Isso é muito importante já que o ode ao perfeito e belo que estamos vivendo está deixando todos ainda mais tensos e ansiosos. Definitivamente não é este o objetivo.

Faça uma análise bem geral e, em seguida, comece a trabalhar uma característica por vez, com gentileza e sendo realista! Seja razoável com suas metas. Um objetivo alcançado te dá força e confiança para seguir em frente, mas uma falha causa o efeito contrário e é devastadora.

Ao trabalho, amigos.




C. C. Self-Coaching
Curtiu? Compartilhe este post!
Siga o Blog e acompanhe o melhor conteúdo da internet!

Produtividade! Como dividir funções e organizar o quadro de funcionários?

Deixe-me começar com uma pergunta: você tem certeza do que faz para ganhar a vida? Bem como a amiga da vovó pergunta: o que você faz da vida? Lembrei de um personagem super engraçado de um seriado chamado Friends. Aparentemente é o mais bem-sucedido financeiramente de todos os amigos e mesmo conhecendo alguns desde muito jovem, ninguém é capaz de dizer com o que ele trabalha. Diversas vezes ele fala sobre o trabalho e sobre a sua rotina na empresa, mas ninguém é capaz de conectar suas ações a uma função.

Claro que alguém pode estar em casa pensando que tem certeza do que o Chandler faz para ganhar o pão, mas esse não é o ponto. Eu já passei por algumas empresas bem grandes. Algumas eu poderia até classificar como monumentais mas, independente do esforço da gestão e por mais eficiente que esta fosse, não era difícil encontrar quem não tivesse certeza de onde começava ou onde terminava sua obrigação.

Assim é em muitas organizações por duas razões principais. Primeiro porque a divisão de tarefas pode não estar clara, deixando as pessoas flutuando entre o limiar de duas ou mais funções. Assim nunca se sabe quem é o real responsável por nada mas temos mais de uma pessoa dedicada a uma tarefa.

Imagine o seguinte cenário: João pinta a parede de azul porque entende que seja sua responsabilidade. Foi lavar as mãos e o Pedro vê a parede azul. Corre, busca sua caixa de material e pinta de amarelo porque sabe que assim a parede vai estar como deveria e não gosta de ser chamado atenção. A tinta nem bem secou, Marcos se assusta com o amarelo e corre, em desespero para pintar de vermelho porque a parede está nas suas funções. Joaquim quase sorriu, em seguida, pois decidiu pintar a parede de branco novamente e sabia que sua pró-atividade lhe renderia um elogio. Eu poderia seguir assim indefinidamente... Desperdício de mão-de-obra e de tempo, o retrato da contra-produção.

Mas se a manutenção da parede estivesse na descrição da função de um deles e apenas de um, nada disso teria acontecido e teríamos um mínimo de quatro funcionários dedicados a outras atividades. Assim é com a pintura da parede e com qualquer outra função.

Você consegue dizer de quem a sua empresa precisa? Você precisa de alguém que receba seus clientes, de alguém que faça café e alguém que faça as vendas? Isso são três funcionários, Vezes os dois turnos, são seis. Para que os outros quatro na sua folha? Se está havendo uma falha no sistema de vendas, por exemplo, é preciso identificar o motivo e não engordar a máquina que está funcionando mal, injetando mais combustível sem levar ao mecânico.

E será que cada um dos funcionários na sua empresa sabe o que deve fazer? Algumas companhias apresentam uma parte do contrato chamada 'descrição da função' que resolve esta questão com maestria. Cada um deve fazer o que está acordado como sendo parte de suas obrigações e só. Se cada um sabe o que deve fazer, pode se dedicar a exercer sua função de forma mais eficaz, se aprimorando e se especializando, inclusive.

Tem uma frase muito bonita e poderosa de Sêneca que repito muito: 'não existe vento favorável para quem não sabe para onde está indo'. Repita mentalmente algumas vezes e veja se faz sentido. Assim,se cada um sabe o seu caminho pode andar com decisão e dedicação. Se cada um sabe a quem se dirigir para consultas e problemas, você tem objetividade na solução e resultados mais rápidos. Um organograma não é chamado organograma à toa. Se for produtivo para a organização da sua comunidade, desenhe!


C. C. Self-Coaching
Curtiu? Compartilhe este post!
Siga o Blog e acompanhe o melhor conteúdo da internet!


O uso de sapatos de salto e com dedos de fora no trabalho

Acho muito desnecessário falar sore etiqueta no trabalho mas acabo esbarrando novamente no tema uma vez que as dúvidas são incrivelmente recorrentes. Eu acredito no bom senso das pessoas sobre o que vestir no horário de trabalho, apesar de já ter visto, eu mesma, algumas coisas bem constrangedoras. O sapato de salto fino e os calçados de dedo de fora, entretanto, tem um extra a ser avaliado: a segurança.

Cenário um. Imagine que você está no sexto andar de um prédio quando começa um incêndio. Será que você vai ter a calma para decidir retirar o calçado com salto fino (que vai dificultar o seu andar por escadas e com pressa) antes de evacuar com o resto das pessoas? Tem certeza? E como vai conseguir andar por pisos quebrados ou irregulares com os pés descalços?
Exemplos de NÃO

Cenário dois. Todos estão trabalhando em torno de uma mesa de projeto e um grampeador, desses bem robustos para grampear uma resma por vez, cai sobre o seu pé. Você está usando uma sandália de salto baixo mas com dedos de fora. Já era o dedo que acolchoar a queda.

Claro que alguns ambientes oferecem mais risco do que outros e nos ambientes em que o risco de ferimentos nos pés é real e constante o uso de sapatos de segurança é, normalmente, uma regra. Mas pode ser que a sua empresa, como eu, conte com bom senso então pense sobre o lugar em que trabalha antes de escolher.

Guarde o calçado mais bonito para o happy-hour e aproveite o dia com calçados mais seguros e confortáveis. Os calçados planos forçam a planta do pé e não são recomendados para uso prolongado pois geram dor e forçam uma postura ruim mas uma sola de 3 à 8 centímetros pode ser, além de  firme, ortopedicamente favorável. Ainda pode oferecer o conforto extra de que você precisa para produzir mais e melhor ao longo do dia. 

Exemplo de SIM

C. C. Self-Coaching
Curtiu? Compartilhe este post!
Siga o Blog e acompanhe o melhor conteúdo da internet!


Funcionário feliz produz mais!

A relação entre a satisfação dos empregados com a empresa e a performance da organização não é tão clara para algumas pessoas. Eu sempre falo sobre como melhorar a estima dos colaboradores em relação ao contratante mas a pauta não tem muito crédito, então resolvi voltar alguns passos e desenvolver o tema antes de pensar em interferir nesta relação.

O primeiro ponto interessante a ser observado é que a satisfação do funcionário tem muito mais influência na performance da organização do que a performance da instituição tem influência na satisfação do funcionário. Eu sei que para alguns parece óbvio mas é melhor pecar pelo excesso, neste caso.

A empresa vai seguir independente de cada um de seus colaboradores de forma individual, mesmo que estes se desliguem, mas se existir a preocupação de conquistar cada funcionário, o sistema produtivo vai contar com muito mais comprometimento e dedicação, o que rende lucro direto e propriedade intelectual.

É claro que o sucesso da empresa interfere na satisfação do funcionário mas esta não se limita a isso, de forma que a visão de que se a empresa tem destaque no mercado o funcionário fica satisfeito só de estar lá é, no mínimo, errônea. O funcionário espera mais da empresa como o inverso também é verdadeiro. Pouco tempo atrás falei sobre isso aqui.

A satisfação das duas partes não é diretamente relacionada ou tem qualquer equação que determine o peso de cada uma na relação. A cada parte cabe ônus e bônus neste sistema. Claro que é interessante para a empresa ter funcionários felizes, assim como é interessante para os funcionários que a empresa seja um sucesso.

Nesta equação, o que altera o balanço das relações e torna o processo diferenciado é a dedicação de cada parte no outro. Pegue, por exemplo, duas empresas de telefonia que tenham dez funcionários em uma loja cada. As duas lojas vão abrir e fechar no horário combinado e receberão clientes em busca dos produtos ofertados pelas mídias utilizadas. O que vai determinar qual das lojas vai fechar mais contratos naquele mesmo dia de funcionamento?

As duas são lojas de telefonia, os planos têm características muito semelhantes e os aparelhos oferecidos são exatamente iguais. Mas uma loja pode converter mais clientes do que a outra por uma questão que já deve estar evidente neste ponto.
O UAUzômetro

A loja que tem funcionários mais satisfeitos com a sua função e com a sua relação com a empresa vai ter pessoas sorridentes, atenciosas e relaxadas na linha de atendimento. Assim, quando o cliente chega na loja e passa do batente da porta, ele está até 80% mais propenso a fechar o negócio porque associou o produto com uma imagem boa em um embate instantâneo e inconsciente entre a amabilidade dos atendentes e atenção direta ao produto.

Por outro lado, o cliente que entra na loja cujos funcionários estão debruçados sobre o balcão discutindo a fragilidade das suas relações trabalhistas com a companhia e discorrendo sobre as causas da sua insatisfação entra nos menos de 20% que poderiam fechar negócio, independente do quadro de funcionários, porque o que vale mesmo são as vantagens que vão identificar ao analisar os dois produtos oferecidos.

Observem que a qualidade do produto não é a prioridade no momento que o cliente entra no comércio. O que é mais valorizado neste momento é quem recebe o cliente e como esta relação se apresenta. Os primeiros minutos de um cliente dentro de uma loja são cruciais e o que vai determinar se ele fica ou vai embora é, em princípio, a alegria do vendedor.
Os primeiros estudos sobre satisfação no trabalho que encontrei foram feitos nos Estados Unidos na década de trinta e apontam para uma variedade de aspectos a serem considerados mas entre as principais ambições do empregado estão pagamento adequado, ambiente agradável, trabalho desafiador, colegas parceiros (sobre como criar uma equipe a partir de indivíduos leia aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), líderes transformacionais (entenda aqui) e segurança. Isso não é fácil de alcançar sem esforço mas é relativamente fácil depois que entendemos a importância da felicidade dos pares para o crescimento do grupo.

Como proposta de melhora na relação dentro da sua empresa pode-se fazer uma pesquisa de satisfação que é bem simples e pode acontecer em um único dia. Dentro dos parâmetros que quer avaliar, produza uma cédula simples com uma graduação entre 1 e 5, conceitos de excelente a ruim ou da forma que achar adequada.

Use de todo o tempo que puder para avaliar os resultados. É bom que esta consulta seja anônima para que as pessoas se sintam a vontade para avaliar de forma mais sincera e os resultados tenham mais crédito. Acho muito representativo, ainda que simbólico, expor os resultados da pesquisa para que as pessoas saibam como a empresa foi avaliada antes que apresente um plano para melhorar o ranking.
E ai não importa se a corporação foi avaliada de forma positiva e ganhou nove de dez estrelas, sempre vai haver algo mais para fazer. Como aprendi em uma empresa fantástica pra que trabalhei certa vez, 'quando chegar lá, ande a milha extra e garanta não a satisfação, mas o UAU!' Estabeleça um período para implementar o novo sistema e fazer nova testagem.

Desejo a todos nós O UAU.



C. C. Self-Coaching
Curtiu? Compartilhe este post!
Siga o Blog e acompanhe o melhor conteúdo da internet!