Não seja o carrasco

Já falei aqui sobre a diferença entre o líder transacional e o transformacional e você pode reler o artigo aqui mas hoje gostaria de falar um pouco sobre um recorte muito destacado entre os líderes transacionais - os líderes do tipo carrasco.
Não é recente ou desconhecida a crença de que a pressão psicológica, o assédio e as múltiplas agressões/pressões sociais são uma forma de gestão eficaz. Isso é uma tremenda falta de conhecimento e preparo pois qualquer estudo sociológico ou em administração aponta para o maior comprometimento dos colaboradores com os líderes transformacionais com que se conectem.

A imagem histórica do carrasco por muitas vezes transmite a ideia de poder e poder nunca pode ser demais, não é? Mas trata-se de um poder imposto, forjado à ferro quente sobre muito suor e lágrimas. Não é essa a imagem que queremos para nós. O poder deve ser um contrato assinado de bom grado pelos dois lados.

O líder transformacional tem a oportunidade de exercer um poder diferenciado, compartilhado em deveres e direitos e com ampla capacidade de se comunicar de maneira tanto vertical quanto horizontal. O gestor que lidera pois conquista este lugar de destaque no dia à dia é um líder parceiro, alguém porque todos os funcionários são capazes de se oferecer em sacrifício quando este for necessário.

Além disso tudo, utilizar a  humilhação como forma de estimular os funcionários não é só inadequado como é ilegal. O ministério do trabalho e outros órgãos de ação local oferecem suporte para empregados que se identificam com a posição de assediados. Buscar ajuda é um direito e um dever pois muitas vezes somos o exemplo de que outros à nossa volta precisam.

Muitas vezes a pessoa que é vítima de assédio se sente culpada pela posição em que se encontra e, ao tentar resolver a situação sozinha, se expõe e se fere ainda mais. Se alguém próximo, que consiga falar por si, colocar um bom exemplo pode ser que outros sigam pelo mesmo caminho. Sendo você vítima ou testemunha, seja um grande exemplo, um grande líder ou simplesmente não seja o carrasco.




Carol Chilinque Self-Coaching
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O que não pode faltar na sala de descanso do trabalho?

Se a sua empresa comporta física e financeiramente uma área para descanso para os funcionários, é interessante parar alguns minutos para pensar sobre o que cabe colocar neste ambiente. Nos dias de hoje vemos nas mídias fotos de empresas cujas sedes parecem salas de jogos e tudo isso tem uma função mas nem sempre é possível.
As empresas que trabalham com a necessidade de grande potencial criativo dos seus colaboradores costumam investir mais em atividades para distrair as mentes pensantes no horário de descanso. Nesta lógica, jogos de tabuleiro são um grande sucesso. Para serem jogados sozinho ou em grupos, deslocam a sua atenção e nos distanciam de problemas postos para os quais esbarramos em um beco sem saída.

As funções que ofertam muito estresse juntamente com o pacote de benefícios carecem de um bode expiatório. Luvas de boxe e um saco de pancadas estariam no topo da lista! Mas também podemos considerar cartas de jogos rápidos como Cancan ou algo que exija concentração como o xadrez. Qualquer coisa que nos faça respirar fundo antes do retorno ao trabalho.

Em qualquer caso, um lugar agradável para uma pestana pós-refeição faz bem a todos. Pode ser um sofá mais espaçoso, alguns puffs pelo chão ou até redes pelas paredes. Não que a decoração da sala de descanso deva ser um problema, mas opte pelo que não briga muito com a estética do resto do cômodo e que caiba no orçamento.

Por fim, um deslocamento da estação de trabalho pode ser muito interessante para a produtividade do indivíduo. Esse distanciamento pode ser para um café ou para esticar as pernas, em qualquer caso a sala de descanso deve oferecer o 'break' de que tanto precisamos alguma hora. Uma cafeteira e uma chaleira elétricas à disposição são grandes ideias.

Existem máquinas de snacks por demanda ( coloca-se o dinheiro na máquina e escolhe-se o produto que é entregue em seguida) que podem ser alugadas ou vendidas e estas são grandes hits para as  salas de descanso. Um microondas também é um grande amigo de quem trabalha fora e quer continuar comendo a comida de casa.

Tudo isso é possível. Se o lugar existe e se existe a vontade a de tornar a estada dos pares no ambiente de trabalho um pouco mais agradável, é só uma questão de fazer escolhas e pensar o que melhor cabe no caso da sua empresa. Uma consulta aberta pode levantar possibilidades e quais são as opções que despertam o maior interesse e uma votação pode apontar para as escolhas que vão satisfazer o maior públco. Não percamos o foco no que realmente importa: a satisfação do empregado reflete em produtividade para o empregador.



Carol Chilinque Self-Coaching
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Quando optar por usar uniforme?

Estes são os fatos sobre uniformes: o funcionário que recebe um uniforme do empregador está, inicialmente, fadado a cuidar do mesmo, e a usar enquanto exercer as suas funções. Isso é um peso a mais nas costas do empregado. Por outro lado, o colaborador consegue se apresentar de foma adequada sem utilizar suas próprias roupas. Isso significa uma economia boa de tempo e de dinheiro na hora de se vestir.

Pelo lado da companhia, o uso de uniformes gera um custo regular e elevado. Uniformes precisam ser renovados e é preciso manter uma variedade grande de tamanhos. Tamanhos especiais, inclusive, pois pessoas com obesidade ou gestantes, altas demais ou baixas demais podem estar entre os usuários. Por outro lado é uma garantia de unidade na imagem comercial apresentada ao público e a certeza de que os funcionários vão ser identificados facilmente.

Falando advogadês claro ( que é o meu terceiro idioma em fluência), o funcionário deve assinar um recibo onde conste o material que está recebendo e deve retornar ao final do contrato ou no momento de renovação do uniforme. Se não for permitido vestir o uniforme fora do horário de trabalho, isto deve estar expresso no mesmo recibo.

É direito do trabalhador ter um uniforme limpo e adequado em tamanho e corte. Nada que exponha seus corpos de forma vulgar ou que os ridicularize com frases ou imagens que possam ser mal interpretados. Uma blusa, portanto, é inadequado.Ou a blusa vai passar a semana cheirando mal ou o empregado vai precisar de um aumento para custear a lavanderia para o mesmo dia.

O empregador que opta por investir em uniformes tem que estar atento à qualidade dos mesmos ao longo do tempo pois as lavagens constantes tendem a desgastar o tecido e logomarca. Não imagino ninguém feliz em expor a própria marca a isso. Uniformes devem ser constantemente renovados e devem representar de forma positiva os valores e imagem da empresa.

Um colaborador uniformizado é mais facilmente identificado entre os consumidores, o que facilita o desenrolar do processo de venda ou contratação. Além disso, ele vai estar vestindo a camisa da empresa de forma literal! Alguns estudos em administração e gestão indicam o maior comprometimento do funcionário que está com uniforme em comparação com o que utiliza sua própria roupa.

O uniforme pode ser visto, então, de duas formas sempre. Seu uso pode ser positivo e pode ser negativo. Definitivamente eu opto pelos aspectos positivos em todos os casos. Cria uma bela imagem para a organização e facilita a relação entre empregadores e empregados pois o combinado nunca sai caro e se existe um uniforme em condições de uso, vai haver alguém vestido de acordo com o que é esperado.

Mas o uniforme pode se estender para além das blusas e coletes da marca. Paletós e name tags (placas de identificação para serem presas à roupa onde pode-se ler o nome, a área de atuação e a logo da empresa) são os mais ousados que encontrei na minha pesquisa. Houve casos de fornecimento de roupa completa com calçados e calças mas isso é ainda mais custoso, embora o efeito estético seja ainda mais impressionante.

Algumas coisas muito criativas apareceram mas são de uso bem restrito para a área onde se aplicavam. Até a liberdade para bordar a logo da empresa em blusas sociais próprias pode facilitar a adaptação. Nunca há limite onde há boa vontade e diálogo. Se a sua empresa ainda não adotou uniformes, proponha uma conversa. É bom para identidade organizacional, é bom para a produtividade, é bom para todos. 

Inspire-se na galeria abaixo!





















Carol Chilinque Self-Coaching
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Entenda os sinais de que a alguma coisa está errada com a sua vida

Esqueça a hora em que a torrada caiu com a manteiga para baixo ou a vez em que passou por debaixo de uma escada e falhou nas provas finais. Estou falando de uma insatisfação que toma conta de nossa vida de uma tal forma que mal conseguimos perceber a sua presença. Falo dos dias que passam arrastados e mal conseguimos imaginar sobreviver a mais um porque nada parece estar no lugar e o peso das horas que não passam só aumentam a sua vontade de sair correndo. Mas não temos para onde correr.

Existem alguns indicativos de que alguma coisa está muito errada e que precisamos rever a vida que levamos. Vamos observar alguns pontos e entender o que pode ser feito. Mas pense a respeito: quanto você está satisfeito com a sua vida e como se sente quanto a  isso. Este é o ponto de partida.
É difícil, para você, tomar uma decisão? Você posterga e delega, evita e desconversa toda vez que precisa ter a palavra final? Isso é um dos principais indicadores pois pessoas que não estão no lugar certo não têm a segurança que é necessária para decidir.

Outra situação que grita o que não estamos querendo ouvir é o excessivo questionamento. Você já concordou com alguém nos últimos dias? Você consegue aceitar que alguém mais pode estar igualmente certo em um debate? Pessoas que estão insatisfeitas tendem a buscar desavenças e, para gerar mais desacordos e brigas, discordam e questionam.
Enquanto lê este artigo, está tranquilo e relaxado? Como reage a longas horas em uma sala de espera? Como está dormindo à noite? A ansiedade e o sono perturbado são características muito explícitas de não aceitação da própria realidade. Se você não se encaixa na sua vida, deveria estar buscando o lugar onde se encaixa mas não está e isso é perturbador. Esta perturbação não permite um dia ou uma noite de tranquilidade.

A grama do seu vizinho está sempre impressionantemente verde e isso te incomoda? Isso pode ser porque o vizinho cuida melhor da dele ou porque você não está satisfeito e busca exemplos de sucesso dos quais possa reclamar. Sim reclamar e depreciar os exemplos positivos que o cercam também são indicativos de não adequação. alguém que sucede não perde tempo se ocupando da vida alheia pois tem a sua com que lidar.


Estes são apenas alguns dos pontos que são facilmente observáveis caso seja este o seu caso. Se você conseguir se identificar com o lugar de alguém que está vivendo a vida errada, faça diferente e mude tudo que não se encaixa. Inicie uma terapia ou busque pela ajuda de um life-coach e transforme a sua realidade.

Também pode ser o caso de você identificar estas características em alguém com que convive e isso pode ser um pouco mais difícil de lidar pois pessoas infelizes tendem a buscar o conflito, conforme vimos, mas uma conversa muito amigável e tranquila, cercada de sigilo e carinho genuíno podem fazer maravilhas. Ofereça a mão ou ombro e se aproxime à medida em que lhe for oferecido terreno.

 Qualquer que seja o caso, não aceite que a infelicidade e a inadequação sejam a sua realidade ou a realidade de alguém com que se importa. Busque ajuda ou ofereça ajuda mas faça algo a respeito. O mês de setembro reforçou a luta mundial contra o suicídio e devemos todos estar cientes de que um pequeno sinal de insatisfação que persista pode ser a parte aparente de um problema muito maior que está oculto pelo isolamento de alguém. Para qualquer caso, dialogue.




Carol Chilinque Self-Coaching
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Como e porque montar um centro ecumênico no trabalho


Essa é a hora exata em que os olhos se enchem de sangue e que os discursos mais acalorados saem pela boca, direto das vísceras, sem censura... Falar sobre religião nos dias de hoje é buscar um motivo para se estressar e começar uma briga com metade de seus conhecidos. Uma briga gratuita, sem justificativa e definitiva. Não era para ser assim.

Eu não sou grande estudiosa de religiões mas conheço pessoas que vivem sob diferentes credos e posso garantir que todas falam sobre a mesma coisa com nomes e leituras diferentes de uma mesma experiência divina. As religiões falam sobre amor, compartilhamento e construção.

As religiões são utilizadas com muita frequência por homens que têm por desejo dominar outros menos fortes ou menos esclarecidos. Falar sobre este tema deveria ajudar pessoas a entender a diferença entre a religião e o homem 'de farda'. Me perdoem a farda, mesmo que entre aspas, mas é importante ressaltar que é um homem (ou mulher) que está à frente dos cultos, mas a Igreja não é esta pessoa. Os sacerdotes têm papel fundamental no crescimento e manutenção da nossa fé, mas a Igreja vai muito além destes.


Eu sou católica e já falei aqui em outra oportunidade que a minha religião não tem qualquer relação com o que escrevo mas como pessoa de fé (e muitos de nós o somos em muitas fés diferentes, se posso colocar assim), posso garantir que a fé não está limitada ao líder ou às suas práticas. Felizmente não.

Feliz de nós que encontramos um líder que é, além de grande orador, um grande exemplo de fé. Eu mesma já passei por alguns grandes desapontamentos antes de encontrar em meu caminho alguns padres que alimentassem a minha fé na igreja que eu vivo, que fossem exemplos vivos de generosidade e compaixão. Hoje, felizmente, tenho algumas opções de missas que frequento sem problemas e com o coração cheio de alegria.

A história dos homens e da relação destes com as igrejas é suja e contamina o que de bom se produz  em qualquer igreja com descrença e suspeitas mas o exercício da fé é um grande motivador de superação e esperança em um mundo melhor para quem o pratica. A história da religião, não obstante, se confunde com a história dos homens, de forma que não pode ser ignorada.

A esse respeito, eu mesma já tive a feliz oportunidade de estar no Vaticano e, independente da minha própria religião, vi a evolução do homem acontecer bem na frente dos meus olhos enquanto caminhava por aquele imenso museu composto por capelas, igrejas e galerias de arte. Não tem como ignorar a presença da religião na nossa construção. Por mais que tenha sido uma lição muito dura, algumas vezes, aprendemos muito se olharmos para esta relação forte que o homem tem com a fé.

Parece piegas, eu sei, mas exercitar a sua fé, viver a sua fé e se sentir repleto desta é um tremendo conforto. Eu vivo uma igreja que prega que todos devemos nos dedicar a multiplicar o nosso grupo através da pregação das palavras em nosso livro sagrado. Isso acontece em algumas outras religiões também. São poucos os credos que não tem por objetivo se multiplicar pela conversão de outros.


A multiplicação deste saber tão particular e pessoal deve ser feita com muita atenção e cuidado porque o receptor pode não entender a mensagem ou pode até mesmo se sentir ofendido pela sua tentativa de compartilhar o que há de melhor em você. No ambiente de trabalho isso é ainda mais importante e delicado..

Mas meu objetivo hoje não é esse. Não acho que as empresas devam ter igrejas dentro ou que devam pregar qualquer crença mas acho que a presença da fé na rotina das pessoas é importantíssimo e as empresas podem permitir o exercício desta em algum lugar. Permitir que os funcionários tenham um espaço para a prática de suas funções religiosas - quais sejam - é mostrar a todos que sua felicidade importa. Mais do que isso, garante a todos privacidade. Tanto aos que rezam quanto aos que não querem rezar. 

Um centro ecumênico não carece de obra ou de grande investimento. Pense em um lugar reservado e silencioso onde você pudesse ouvir os seus próprios botões. Este é o lugar de que precisa. Não é preciso montar um templo, basta que as pessoas possam ficar à vontade para sentar, ajoelhar ou se prostrar ao chão. Não acho adequado permitir incenso ou velas porque é um lugar compartilhado mas vale o diálogo com todos que utilizarem o espaço.

Tentei ser o mais abrangente possível e identifiquei, através da pesquisa do IBGE de 2016, as dez maiores religiões praticadas no Brasil. São estes os católicos, evangélicos, testemunhas de Jeová, umbandistas, espíritas, candomblecistas, judeus, exotéricos, budistas e seguidores de religiões orientais. Aqui na minha região, entretanto, eu consigo identificar forte presença de islâmicos. Curioso, nada sobre as matrizes indígenas nas pesquisas.... Não vou entrar neste mérito mas nos oferece alguma coisa para pensar a respeito.


Uma referência estética a estes grupos pode estar na parede e alguns compartilham símbolos, o que facilita o seu trabalho. Pense em um cômodo com três paredes divididas em três "altares" diferentes. Só não vai existir um altar físico. Uma imagem na parede faz o serviço e presta uma homenagem a cada um. Existem outras religiões e até a religião dos sem religião - ainda que tementes a algum Deus - mas na impossibilidade de agradar a todos, façamos o nosso melhor.

Repito para que fique claro: não é uma questão de pregar qualquer religião em ambiente de trabalho. Isso é errado desde sempre e sempre será. Impor uma religião contradiz tudo que se prega, pelo menos até onde posso entender. Estamos falando de um lugar para que as pessoas possam garantir que terão um dia proveitoso e pleno, dentro das necessidades de cada um.


Vale lembrar que todo diálogo deve partir de respeito e compreensão. 


Para ler a postagem sobre a parábola do semeador, clique aqui. Eu recomendo mas sou suspeita, certo?

Carol Chilinque Self-Coaching
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Dá pra conseguir a efetivação após um contrato temporário?

A cena é essa: o telefone toca, você atende e do outro lado da linha a voz sorridente anuncia que você conseguiu a vaga tão sonhada. Mas você esperava pela vaga definitiva e é mas um trabalho temporário. Não existe aqui qualquer motivo para desânimo.
Primeiramente, não existe vaga não temporária. Entenda, toda vaga somente existe enquanto você, funcionário, atende às necessidades da empresa. Ainda que tenha 35 anos de carteira assinada, no momento em que não atender mais à demanda, será dispensado.

Vagas anunciadas como temporárias visam a atender a uma maior demanda temporária de mão-de-obra que pode ser um período de aumento de movimento ou para cobrir férias de outrem. Mas o período pré-determinado para cumprimento deste contrato não é para que você sofra com cada dia riscado do calendário. Veja a oportunidade.

Cada vez que você consegue entrar em uma corporação você está dentro. Parece redundante mas preciso frisar esta ideia. Você está dentro. Você tem a oportunidade de fazer mais conexões, de conhecer mais pessoas, de se informar melhor, de encontrar outras oportunidades. Você pode, inclusive, se destacar na função e gerar a abertura de uma nova vaga não-temporária.

Esteja preparado para ser alguém indispensável e conheça muito bem a sua função, o setor e a empresa. Saiba quais são as pessoas que trabalham próximo de você e dedique-se a assimilar toda a informação que te oferecerem. Alguns podem já ter estado no seu lugar e vão ter muito conhecimento a acrescentar.

De acordo com as estatísticas, cerca de 20 % dos temporários é efetivado. Não é um número fantástico mas é um quinto do total. É um bom número. Não consegui identificar esta estatística em nenhuma fonte de pesquisa, mas imagino que destes 20%, 100% tinha a intenção de ser mais do que um temporário ou tinha esto em foco bem definido.

Em contrapartida, os outros 80% estavam cientes de que seriam temporários e não imaginaram, em tempo algum, que poderiam ser efetivados.  Aceitaram a realidade conforme esta se apresentou. Não é um problema aceitar o que lhe é oferecido, mas quem não briga por mais dificilmente consegue mais.

O setor de comércio e prestação de serviço cresce muito no fim de ano e oferece a oportunidade de acertar contas atrasadas e sonhar com um futuro. Nosso país está enfrentando grandes dificuldades com relação às taxas de empregos e economia não está ajudando mas podemos fazer a nossa parte e aproveitar cada oportunidade.

Foquemos nos 20% e estejamos prontos para entrar para esta estatística e não outra qualquer. Tenha sempre a aparência 'contratável' (se posso criar um termo  que atende à demanda) e um currículo na bolsa. A qualquer momento uma oportunidade grandiosa pode te encontrar na fila do mercado, no metrô ou na padaria.




Carol Chilinque Sself-Coaching
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Quem se conhece sabe em que time joga e a posição que domina

Ainda que eu esteja abusando das metáforas que utilizam o futebol, desta vez não houve caminho alternativo. Um bom jogador sabe o seu lugar em campo e desenvolve as suas habilidades dentro de sua capacidade. Por mais que o recorde de vendas seja nas camisas dos atacantes e centro-avante, sem os zagueiros não igualmente importantes. Uns marcam os gols, outros dão a assistência. 
Esta é uma metáfora muito grandiosa e forte porque estamos cercados de pessoas querendo marcar gol atrás de gol mas que esquecem de valorizar sua grande habilidade em defender o gol ou em comandar o time. Ou até mesmo de preparar o suco do intervalo, se for o caso. 

Enfim, acho importante que entendamos o nosso lugar no mundo para que não fiquemos batendo com o punho fechado na cabeça do parafuso. Furadeiras e parafusadeiras fazem este trabalho. E para que possamos ter esta certeza sobre onde cabemos bem, é preciso que nos conheçamos muito, muito bem. 

É preciso conhecer, entender e aceitar nossos valores para que nosso futuro esteja de acordo com nossas crenças mas além disso é preciso identificar nossas habilidades. Alguns de nós vão marcar gols, outros vão operar em cérebros ou letrar crianças e adultos.

A pior coisa que pode nos acontecer é tentar caminhar com os sapatos errados porque parecem mais adequados à ocasião. Eu entendo que alguns salários são muito mais atraentes do que outros mas o custo atrelado à este salário em saúde, felicidade e bem-estar é altíssimo e nem sempre vai valer o sacrifício. 

Entretanto se você está bem direcionado pode se destacar na sua área de trabalho e receber de acordo com o seu esforço em aprender e se desenvolver mais. São poucas as profissões que não nos permitem aumentar os ganhos à medida em que nos investimos mais em cursos de aperfeiçoamento e especialização. Normalmente o mercado está pronto para absorver os melhores em todas as áreas e tudo o que precisamos é estar ali, bem destacados correndo à frente da nossa concorrência. 



Carol Chilinque Self-Coaching
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Foque em um objetivo por vez

Herbert Simon foi um economista, psicólogo e sociólogo que dedicou seu tempo ao estudo das ciências cognitivas e administração municipal, seus grandes motivadores, suas maiores paixões. Foi ele quem fez a seguinte afirmação: "O que a informação consome é atenção. Ter muita informação significa ter pouca atenção".

Simon foi um visionário na utilização de programas de computador para o estudo das ciências cognitivas e seus trabalhos sobre a tomada de decisões é, ainda hoje, icônico. Defendeu em um livro e em sua tese de doutorado que, no momento da decisão, escolhemos a alternativa que nos ofertará maiores conquistas dentro de nossos objetivos. 

Baseada na leitura das orelhas do livro acima citado, sou capaz de afirmar que trabalhos paralelos não implicam em se mostrar mais eficiente. Fazer tudo ao mesmo tempo implica em trocar o foco repetidas vezes e não se dedicar inteiramente a nada. 

Simon acreditava em uma sequência de etapas a que nosso cérebro estava condicionado e que eram executadas independente de nossa vontade consciente a cada vez que precisamos decidir algo. Estas eram analisar as alternativas; estabelecer as consequências de cada alternativa e avaliar a eficiência de cada consequência em nos levar ao nosso objetivo final.

É importante focar em cada tarefa de uma vez, especialmente nas mais importantes. É claro que os tempos moderníssimos nos exigem que estejamos atentos a vinte telas e quarenta situações diferentes ao mesmo tempo mas focar é uma questão de prática e auto-controle. 

Para se controlar, uma boa dica é  contar a respiração em exercícios que a ioga e o pilates ensinam. Conte os tempos de inspiração e expiração. Se condicione a prolongar estes tempos e a manter o pulmão vazio e depois cheio por alguns segundos. Se enche em seis segundos, treine para chegar aos oito e segurar o ar por dois. Se expira em quatro, pratique para faze-lo em seis e segurar o pulmão vazio por mais dois. Assim vá se policiando e exercitando a sua capacidade de se concentrar. 

Como sempre lembro, é importante eliminar as distrações do ambiente. Retire tudo que pode atrair a sua atenção durante o tempo em que estiver trabalhando. Não deixe nada além do que é necessário para a execução da sua função. As fotos de família e o celular podem aguardar o final do expediente para retornar à sua vida. 

Mais importante do que tudo isso é se comprometer com o projeto. Dedique todo o tempo que você está ali, de frente para o seu trabalho à trabalhar. Parece redundante e talvez, se eu escrevesse isso no LibreOfffice, o programa sugerisse que é mas é impossível frisar o quanto é importante se dedicar ao que está bem ali, na sua frente. assine o contrato e se dedique de corpo e alma. Entenda o seu alvo, se prepare e parta para cima com toda a sua força e atenção. Isso só pode dar em sucesso...


Carol Chilinque Self-Coaching
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Benefícios flexíveis - o que são e como funcionam


Eu trabalhei por alguns anos em uma grande empresa. Em vários aspectos era um grupo grandioso que se preocupava em lucrar mas também em ter grandes funcionários. E para alcançar esta marca, eles investiam no preparo e na satisfação de seus colaboradores. Pouco antes de sair de lá eles apareceram com uma proposta muito interessante de um centro para atenção e cuidados do funcionário. Uau! Achei brilhante e fui pesquisar.

Aparentemente é uma tendência nas empresas do mercado internacional e principalmente as de grande porte estão se dedicando a oferecer este tipo de ajuda. Mas vamos entender do que se trata, os benefícios e as falhas no sistema.

As empresas oferecem, no momento da contratação, uma série de benefícios aos funcionários entre auxílio creche, plano de saúde, transporte e alimentação. Alguns desses benefícios são regulamentados por leis trabalhistas e outros são estratégias da empresa para atrair os melhores funcionários do mercado.

Os pacotes de benefícios fechados são o sistema mais antigo e ainda o mais usual. A empresa estabelece quais benefícios pode oferecer e todos os funcionários recebem os mesmos benefícios. Este sistema tem uma falha muito grande: a empresa gasta com benefícios de todos os funcionários , mesmo os que não vão fazer uso do mesmo.

Os pacotes de benefícios flexíveis, entretanto, permitem que a empresa ofereça uma maior variedade de vantagens à escolha do colaborador. Assim, só investe no benefício efetivamente utilizado que pode, ou não, ter a coparticipação do funcionário.

O maior risco deste tipo de oferta é a adequação às leis que passa por um preparo do RH e da própria empresa. Preparar acordos, efetuar pesquisas que indiquem os benefícios de maior interesse, buscar os parceiros que prestem os serviços e pensar um sistema para utilização dos benefícios ofertados são passos importantíssimos a serem dados.

As pesquisas de interesse são muito interessantes pois apontam para direções que muitas vezes não alcançamos enquanto gestores. Alguns grupos têm destaque entre os demais e alguns interesses são mais evidentes mais surpresas podem aparecer. Oferecer desconto na academia pode ser o óbvio para a grande maioria mas a contratação de um personal para a criação de uma equipe corporativa de corrida de rua pode surgir. tudo vai depender do grupo com que se trabalha.

Descontos em escolas podem ser a cartada mais evidente mas a criação de um centro de atenção aos menores de cinco anos dentro da empresa -os famosos daycare- resolvem o problema de pais e mães que têm crianças pequenas em casa e se preocupam com os cuidados dos mesmos e ajuda a empresa a economizar bastante pois a adaptação de um cômodo e a contratação de uma cuidadora custam muito menos do que arcar com muitos auxílios-creche.

Além disso, convênios com escritórios de advocacia, dentistas, psicólogos, planos de saúde, cursos de idiomas, instituições de ensino superior para graduação e especialização, mercados, clubes e lojas são outras possibilidades mas não existem limites. Os acordos podem beneficiar as duas instituições e os custos podem ser bem menores do que aparentam.

O início de tudo passa por uma boa pesquisa e muita conversa com colaboradores e parceiros. Isso é uma forma de mostrar que sua empresa pode oferecer mais do que um salário competitivo e que se importa com o bem-estar de quem contribui para o crescimento das pessoas e do negócio envolvidos. É o passo mais importante na captação de novos talentos e fidelização dos com que já se pode contar.



Carol Chilinque Self-Coaching
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Racha corporativo - O futebol de domingo e a sua história

Eu falo sempre aqui sobre formas de unir as pessoas e torna-las uma equipe e sempre ofereço meios para que se atinja tal intento mas pouca coisa no mundo tem capacidade maior de agregar pessoas do que a prática de esportes.  O futebol é uma paixão nacional e acho justo falar sobre esta tradição lindíssima que perpetua através das gerações por todo o Brasil: o futebol com os colegas de trabalho.

Tirando as poucas metáforas futebolísticas que uso, entretanto, eu não falo sobre futebol. Não pratico o esporte e já faz muitos anos que não entro em um estádio mas o futebol pequeno, praticado nas várzeas e pequenas quadras de clubes sociais ainda me encanta... Acho incrível a paixão do brasileiro pelo esporte. Ainda mais se formos considerar que o futebol chegou ao país como um esporte elitista, branco e para homens.
Penso em todas as pessoas as quais o esporte não foi formalmente apresentado mas que viram alguma coisa - e imagino que enquanto serviam um café ou qualquer outra coisa à um homem branco e rico - e acharam por bem tentar também. Pobres não tinham acesso e negros eram impedidos de estar nos estádios dentro e fora de campo. Mas a bola encontrou o seu caminho e chegou a todos.

Talvez tenhamos que atribuir parte do crédito pelas conquistas dos menos favorecidos através da nossa triste história ao esporte. Somente o futebol permitiu que uma grande massa de negros, pobres e mulheres fossem idolatrados nesta nação tão fortemente ligada a valores importados que não nos pertence.

E somos naturais na coisa. Somente nos idos de 1800 o esporte chegou ao país pelas mãos de um abastardo homem que trouxe muito entusiasmo e duas bolas de uma viagem ao exterior. Nem bem o século XX começava e já eramos o maior exportador de jogadores do mundo. Isso é grande! Talvez estejamos conduzindo a nossa economia na direção errada... rs

O esporte, como força de resistência e expressão de grupos cujo valor foi desprezado ou diminuído ao longo da história também merece um valor muito maior do que o que lhe é atribuído. Para muitos o futebol é tudo que sobrou e não raro lemos sobre campanhas de resgate de menores em zonas de guerra pela África e Oriente Médio que utilizam mo esporte como arma de re-socialização para as pequenas mentes destruídas por anos de violência e solidão.

Mas não é a história do futebol que me interessa, apesar de ser incrível e contar uma boa parte de nossa própria história. Só mais um pouquinho de história e controvérsia para entrar, por fim, no meu objetivo com este artigo: o futebol pode ter entrado no Brasil pelo Rio ou por São Paulo, mas foi trazido por um filho da coroa britânica e era praticado aos domingos, único dia de folga dos operários.

Existem duas vertentes que explicam a entrada do futebol em solo brasileiro de duas formas distintas, em momentos igualmente diferentes. Alguns acham que foi pelas mãos de um inglês, outros acham que foi um escocês que nos apresentou ao nosso maior patrimônio cultural. Independente do que seja mais real, os dois praticavam o esporte no dia de folga, domingo, com os seus colegas de trabalho.

E isso conclui o nosso raciocínio acerca da origem e importância do futebol de domingo. Desde 1894 (ou 1895) brasileiros e naturalizados praticavam o esporte como forma de desestressar os corpos e mentes de uma semana intensa de trabalho e acima disso, para se conectar com os colegas. Assim se conheciam melhor, aprendiam a lidar com as dificuldades uns dos outros e a superar, juntos, os desafios que se apresentassem.

Se a história diz que funciona quem somos nós para negar, certo? Vamos manter a tradição,  multiplicar os benefícios históricos da prática e nos divertir. É saudável, construtivo e entretém jogadores e platéia. Isso é um grande pacote de benefícios que nem mesmo estava nos nossos planos na hora da contratação mas vem com o plano de carreira de todo mundo.

Mas não pratiquemos a exclusão, não é para objetivarmos descobrir talentos perdidos ou ganhar torneios. O foco é na diversão e no fortalecimento dos laços, então vamos montar times com a maior variedade de craques que conseguirmos e, quem sabe, podemos até propor um racha contra o time do escritório ao lado. Entremos em campo para construir e para vencer!




Carol Chilinque Self-Coaching
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Como aumentar a sua produtividade

Organização e planejamento são o grande segredo da excelência na produção. Quanto menos recursos utilizamos, mantendo o mesmo produto final, mais estamos evoluindo neste sentido. Para isso, é preciso antever as necessidades que poderão surgir ao longo do caminho e deixar algumas soluções no modo espera. 
Um grande inimigo da produtividade é a burocracia que herdamos juntamente com outros carmas do Brasil colônia. Sim, a burocracia excessiva que, em nosso país, associamos com organização, na verdade atrapalha e as vezes até mesmo impossibilita o andamento dos processos. 

Reduzir a burocracia é uma necessidade para o país, para as nossas casas e para o nosso ambiente de trabalho. Quanto menos burocrático, mais dinâmico e efetivo o processo fica. É imperativo que pensemos formas menos complexas de chegar ao mesmo lugar. 

Uma outra boa dica para aumentar a sua produtividade é fazer check-lists para evitar fazer duas vezes o mesmo trabalho. Dentro do universo corporativo, o re-trabalho é um conhecido inimigo da produtividade de setores que, por comunicação falha ou por excesso de burocracia, acabam por levar uma mesma tarefa mais de uma vez para o foco do grupo. 

Um check-list permite que todos possam acompanhar o desenvolvimento dos processos por etapa sem que uma mesma tarefa seja feita duas ou mais vezes. Para todo objetivo é possível destrinchar o processo por etapas. Basta que se conheça bem o próprio metiê. 

Por fim, uma última dica de produtividade: mantenha-se concentrado. enquanto estiver no exercício de sua função, evite distrações que você mesmo possa se oferecer ou interrupções que possam vir de fora. Mantenha seu ambiente de trabalho limpo e organizado. 

Durante o percurso de seu expediente prepare a área fechando portas e pendurando avisos de não perturbe se for necessário. Desligue equipamentos que sejam excesso e deixe seu telefone com  os alarmes de redes sociais desativos. Concentre-se, foque no que importa nestas horas.

Espero que todos nós sejamos capazes de manter o compromisso com estas poucas porém preciosas dicas. A partir deste ponto cada um pode pensar em medidas para tratar os problemas que consiga identificar em si e no seu ambiente. A produtividade tem por obrigação crescer com o tempo em função, então mãos à obra!




Carol Chilinque Self-Coaching
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Como ser amigo do seu dinheiro!

Olá! Como vai a sua vida financeira? Você pode dizer que é amigo de seu dinheiro? Eu deixo aqui muito bem registrado que não sou uma pessoa que guarda dinheiro,  mas posso garantir que sou muito amiga do que eu tenho. Eu tenho uma relação saudável com o meu dinheiro, uso o que acho que é preciso e não me sinto mal por ter gasto nada. Meu dinheiro me serve, eu não sirvo a ele.

Tem algumas coisas que podem ser feitas e que ajudam a melhorar a sua relação com o dinheiro. Primeiro, é preciso entender que o dinheiro é ganho para te comprar um objetivo. Casa, carro, viagens, seguro de saúde, bons professores, status, roupas ou dias em SPAs. Entenda porque ganha o seu dinheiro e para que ele serve. Só assim você será capaz de manter cada parte no seu devido lugar nesta relação.
Crie uma tabela para acompanhar o que entra e o que sai. Esta tabela serve de base para que avalie o quanto está gastando com cada área da sua vida e se está priorizando as coisas certas. Se viajar é uma prioridade, R$1.000,00 mensais em jantares é dinheiro mal utilizado. Deixe uma ou duas idas a restaurantes preferidos por mês bem justificadas mas controle as outras saídas.

Deixe recados para você pelo caminho. Se a cada vez que passa pelo shopping tem que comprar alguma coisa, deixe um post-it bem grande em seu cartão de crédito lembrando do carro novo que você quer. Escreva post-its e deixe por todo o caminho, em cada lugar que te faz gastar mais do que deve. Se tenta economizar para a casa, cole plantas e fotos de casas e apartamentos em lugares para onde olha sempre como porta de geladeira e mesa de trabalho e mantenha o foco no seu objetivo.

Para que melhore a sua relação com o seu dinheiro é imperativo que saiba para onde ele está indo e para onde deveria estar indo. Entenda as suas prioridades e utilize o seu dinheiro de forma inteligente. Não tenha medo de gastar mas gaste onde deve e quando tenha benefícios ou prazer. Lembre-se sempre que o dinheiro te serve e não o contrário. Eu firmo aqui um compromisso: quando você descobrir quanto é fácil alcançar seus objetivos nunca mais vai parar.



Carol Chilinque Self-Coaching
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Façamos sempre o nosso melhor!

A minha avó Ilma era um ser inacreditável! Tinha uma doçura natural que nos alcançava até mesmo quando nos chamava atenção e nunca estava chateada com ninguém. Ela vivia dedicada a todos a sua volta com tal comprometimento que seus cuidados consigo acabaram se perdendo. Ela sabia o que era fazer o seu melhor sempre. 

Não espero que ninguém esqueça de se cuidar para cuidar de terceiros, mas gostaria de falar um pouco sobre como ela é um grande exemplo a ser seguido. Qualquer tarefa que fosse delegada àquela mulher era a única coisa que tinha para fazer na vida. Se fosse pregar um botão ou escolher aipim na feira, fazia com uma atenção e dedicação exclusiva. Isso deve ser exercitado por todos nós, a todo tempo. 

Não falo isso apenas pela concentração que dedicava as tarefas, mas também pela boa vontade com que executava tudo. Estava sempre satisfeita com o que lhe cabia e o fazia cantarolando. Se é para ser feito, que seja feito com alegria e da melhor forma possível. 
Na vida temos sempre escolhas que nos cabem e muitas vezes escolhemos errado porque estamos insatisfeitos com as duas opções. Esperamos pela terceira opção que nunca vem e isso gera uma grande frustração, talvez até mesmo raiva. Mas nem sempre vai ser o mar de rosas... As vezes teremos que escolher entre a coroa de espinhos e o flagelo, e é assim mesmo. Aceitar esta verdade nos ajuda a lidar melhor com a situação.

Enquanto adultos temos grandes responsabilidades em casa e no trabalho. Somos chamados, todos os dias, a executar nossas tarefas com maestria mas nem sempre gostamos disso. Mas não existe a opção 'auto-limpar' na casa ou 'auto-organizar' para os ficheiros sobre a mesa, então o melhor a fazer é aceitar, de bom grado, o que lhe cabe.

Feliz de quem pode escolher as tarefas que vai executar durante o dia e tem a quem delegar as outras. A grande maioria de nós tem que lidar tanto com as boas quanto com as menos agradáveis. As nossas grandes escolhas consistem, então, em fazer da melhor forma possível ou de qualquer jeito. Em fazer sorrindo e agradecidos pela oportunidade ou fazer resmungando, deixando de lado a vida que levamos em sua totalidade. 

Se temos louça para lavar é porque havia comida à mesa. Se temos que acordar mais cedo no domingo para lavar o carro antes da missa é porque somos capazes de ter o conforto de um transporte particular à nossa disposição. Se os relatórios estão se empilhando sobre a mesa é porque temos um emprego que nos trás muita responsabilidade e com ela a oportunidade de fazer mais e melhor. 

Entre fazer por que é um peso insuportável que temos que suportar e não existe escapatória e fazer porque é parte do processo no qual estamos inseridos e nos ajudará a alcançar nossos objetivos, qual opção nos trará leveza aos dias e sorrisos ao rosto? Qual escolha nos fará mais satisfeitos com a nossa rotina e nos trará mais alegria?

Pois essa escolha é nossa. Escolher entre ver a mesma situação como fardo ou oportunidade. Fazer sorrindo ou chorando, rápido ou enrolando, o melhor possível ou de qualquer jeito. E essa escolha é feita a toda hora, não só nesta ou naquela situação. Vivemos esta escolha desde o momento em que acordamos e, quase sempre, escolhemos mal. Vamos mudar isso e aceitar a vida cheia de grandes desafios e conquistas que temos para viver. Vamos tentar, ao menos, nos espelhar em Dona Ilma e colher os frutos de caminhar sorrindo pela rua e chegar no trabalho agradecidos pelo dia que teremos. 


Carol Chilinque Self-Coaching
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