Como gerenciar o seu gerente

Em princípio, parece inconcebível pensar em gerenciar o seu gerente mas isso é perfeitamente possível e até mesmo aconselhável. Alguém tem que zelar pela qualidade das relações e que seja o quanto antes. A responsabilidade de manter laços produtivos no trabalho é das duas partes mas no caso de uma relação contra-producente ou até mesmo destrutiva, o subordinado vai sair prejudicado e, se não for demitido, muito provavelmente vai pedir demissão. 

O maior motivador de pedidos de demissão é a incompatibilidade com a gestão e não a insatisfação com as outras condições de trabalho como benefícios, plano de carreira ou salário. Isso é surpreendente mas nem tanto... Tendo em vista que uma boa relação entre gestores e colaboradores mantém todos empregados e motivados, eu diria que é de interesse geral que aconteça.

Para evitar conflito, comece por manter a melhor relação possível com os seus gestores diretos, e vice-versa. Tenha em mente que nem sempre um gerente é nomeado por suas habilidades como gestor. É possível que alguém seja promovido por ser o mais experiente no setor ou por ser bem relacionado com a direção. Isso não cria uma situação muito confortável para nenhuma das partes mas é contornável. 

Alguém que assume um posto de gerência assume uma séria de responsabilidades e posturas a que não está acostumado e esta pessoa também vai precisar se adaptar. O melhor a fazer é oferecer um canal de comunicação facilitada e deixar claro que de sua parte, está disposto a ser um parceiro neste novo tempo que se inicia. 

No caso de um gestor que peque por falta de capacidade de liderar, bater de frente não vai ser ajuda então é melhor se aproximar por outro caminho. O diálogo ainda é a melhor saída para este problema mas a aproximação é mais difícil. Neste caso o melhor é manter a relação às claras e com a distância que for necessária. Com o passar do tempo a gerência vai perceber que tem ali uma parceria em benefício de metas e objetivos comuns.

Um gestor difícil, que não esteja disposto a manter boas relações (e esses existem), é o caso mais extremo. Com esse qualquer aproximação deve partir de cima para baixo. Comunique-se no mínimo necessário mas deixe claro que quer saber quais as suas metas e como pode colaborar com o desempenho do time. Esse tipo de gerente demora a se aproximar dos pares mas eventualmente acontece. 

Em todos os casos, é importante ser parceiro e estar com ele quando ele precisar para contar com ele quando você precisar. Toda relação é uma via de mão dupla. Quando decidir que é hora de conduzir a relação, peça um tempo seu ao seu gerente. Diga que precisa de ajuda para entender a sua participação nos objetivos do grupo e pergunte quando será uma boa hora para ele. 

Quando for concedido um tempo dedicado às suas necessidades, seja assertivo e claro ao estabelecer suas questões. O seu tempo vale muito mas o do seu gestor também e ele tem ainda mais coisas com que se preocupar ao longo do dia. Propor um encontro longo pode causar incômodo, irritação e um maior desgaste da relação. 



C. C. Self-Coaching
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Quanto investir nos funcionários? Como fidelizá-los?

Já de cara vou recolocar a questão desta forma: quanto você acha que a sua empresa vale? O valor da corporação é o valor do trabalho de seus colaboradores. Por sua vez, os colaboradores correspondem ao investimento que a empresa coloca em cada um. O reconhecimento no universo corporativo é, muitas vezes, medido em dinheiro e não tem como fugir disso.
Não é uma matemática muito exata mas imaginem dois cenários sendo um uma corporação em que os funcionários tenham vale-transporte e vale refeição de valores bem razoáveis. O segundo cenário tem uma empresa que oferece os mesmos benefícios mais vale-alimentação, participação por meta atingida e convênios com instituições de ensino ou academias.

Não é preciso pensar muito para identificar qual das duas é o objetivo profissional da maior parte dos empregados na área ou qual das duas atrai os maiores talentos. É simples assim. Todos estamos em busca de melhores condições de trabalho e, neste sentido, identificamos algumas áreas muito definidas. São elas:

-BENEFÍCIOS: a empresa que oferece os melhores benefícios fideliza os melhores e mais capacitados funcionários. Aqui entram convênios, salário indireto como vales e auxílios, além do salário em si. Para mais leia aqui e aqui. 

-CONDIÇÕES: ninguém quer ir trabalhar todos os dias pensando em como vai ser mais um dia com o barulho do setor ao lado, com cadeiras sem estofado, sem luz adequada ou se a máquina vai travar novamente. O equipamento e condições gerais para o exercício da função devem estar lá. Para mais, leia aqui.

-CONFORTO: quem abriria mão de conforto em casa ou no trabalho? Todos valoramos o conforto e assim esperamos que a empresa ofereça um ambiente confortável para trabalho e descanso. para mais leia aqui e aqui.

-TRANSPARÊNCIA: talvez nenhum outro tópico seja tão importante quanto esse. Cada um dos colaboradores que se sente 'de fora' dentro da própria empresa vive dia a dia o desconforto de não ser parte. É preciso mostrar que as decisões são tomadas com o objetivo de melhorar a rotina e produtividade de todos. Além disso, é preciso estar aberto ao diálogo.

Sigam essas dicas para melhorar a qualidade da relação colaborador-companhia e colher melhores frutos!


C. C. Self-Coaching
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Existe empresa sem chefes? Gestão Horizontal de Pessoas - GHP


Sim, exite. Este modelo pouco popular mas que vem crescendo em velocidade meteórica propõe uma gestão horizontal dos colaboradores por si próprios. Não é tão simples quanto aprece e oferece algumas limitações de ordem prática mas é um modelo produtivo extremamente eficiente.

Primeiramente, não e possível ter uma grande empresa sem a verticalidade dos modelos tradicionais. Uma empresa sem chefes pressupões uma comunicação direta e facilitada entre as partes e isso não é possível com muitas pessoas na linha. Não tem um limite definido mas imagine a quantas pessoas você pode dar atenção ao mesmo tempo.

A única saída para aproveitar o modelo dentro do perfil de grandes empresas é usar o modelo vertical no macro e o modelo horizontal no micro. Como? Setores individuais sem a verticalização tradicional  em seu sistema interno mas com relação vertical na comunicação com outros setores.

Imagine o antigo sistema telefônico que utilizava telefonistas para ligar um ponto a outro. Entre si, vizinhos poderiam se falar abrindo a janela, mas para comunicarem a decisão do grupo desta rua ao município, por exemplo, precisariam da telefonista. Juntas, as telefonistas de várias ruas podem se comunicar com o gestor da categoria e, por fim, com o município, decidir como arborizar a região.

Dentro de um sistema produtivo horizontalizado, a primeira coisa mais importante é a capacidade de comunicação entre as partes. A habilidade de se comunicar de forma assertiva é um diferencial que se busca em pessoas que vão ser inseridas neste cenário. É preciso trabalhar com um grupo muito conciso e focado em um mesmo objetivo. Tudo isso dificulta muito o mesmo sistema aplicado a escalas maiores.

Os indivíduos de um sistema produtivo sem chefe deve ser capaz de trabalhar com várias pessoas e em diferentes frentes de forma simultânea, além de ter uma grande capacidade de se auto-motivar. Neste sistema não existe estímulo externo, toda a força de se superar deve vir de dentro. Já falei aqui sobre como é importante que todos sejamos capazes de liderar e neste perfil isso é ainda mais importante.

Com a Gestão Horizontal de Pessoas, é necessário que haja muito respeito e capacidade de ouvir de cada um. As críticas devem ser feitas de maneira a estimular o crescimento e devem acontecer tanto para fora (crítica ao outro) quanto para dentro (auto-crítica). O foco de todos deve ser o crescimento do grupo. Desta forma é importantíssimo que todos entendam que não vai haver destaques na empresa agora ou no futuro, todos vão ser sempre igualmente importantes. 





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Como relacionamentos pessoais interferem no trabalho?

Nós todo somos, em princípio, seres sociais e é da nossa natureza buscar conexões com quem nos cerca. Criar vínculos é natural e passar mais tempo com os colegas de trabalho do que com a família só faz mais intensa essa nossa capacidade de gerar aproximação e identidade comum. É uma questão de sobrevivência: os grupos tem maior chance de sobreviver e vencer batalhas do que um indivíduo sozinho.

 Mas quando essas conexões, estas relações vão se dar em ambiente de trabalho, muitas questões importantes merecem atenção. Um bom exemplo disso é a manutenção de um comportamento ético mesmo quando a relação entre os dois indivíduos está abalada. Relações pessoais dentro de ambiente corporativo podem ser geradoras de mais produtividade quando um indivíduo auxilia e estimula o outro, mas pode ser contra-producente quando um decide ferir ou atrapalhar o outro em função de um desentendimento.

Isso é uma situação muito delicada e por mais que seja a intenção de todos 'deixar a relação pessoal do lado de fora' quando chega no trabalho, às vezes é difícil de controlar. Falamos, afinal, de sentimentos e coisas outras sobre as quais não temos controle. Muitas vezes não temos nem mesmo certeza do que é o sentimento com que estamos lidando.

Amigos ou cônjuges que trabalhem juntos podem tentar se comunicar sobre a posição que vão tomar no caso de um desentendimento mas nada é promessa de sucesso. Imagine a situação em que dois amigos trabalham no setor de vendas e há a abertura de uma vaga para gerente geral. A promoção de um deles vai fazer com que vire chefe do outro. Entre as suas funções, agora, está apontar os erro do amigo/companheiro. Não pode ser fácil.
Como seres sociais e apaixonados que somos, é difícil lidar com a inveja e conflitos e isso pode afetar a credibilidade dos pares, inclusive. Uma pessoa ferida em uma relação de confiança não pode nem tentar prever suas próprias reações. A decisão final sobre como lidar com a situação-problema vai caber ao gestor de ambos que vai estar em uma situação muito pouco confortável de determinar o destino da carreira de duas pessoas baseado em seu próprio julgamento de comportamentos pessoais.

Em qualquer situação, as opções são poucas: quem está em um relacionamento não pode ser promovido, evitando a situação acima; não pode haver relacionamentos de natureza afetiva no trabalho, levando todas as que existirem à clandestinidade ou está tudo liberado e a empresa confia no julgamento de cada um de seus colaboradores.

Em todos os casos é possível dar certo ou errado mas, como sempre, é importante haver diálogo e deixar claro qual a postura da empresa quanto às relações pessoais de seus colaboradores. Mais uma vez o Código de Condutas pode salvar gestores e colaboradores de situações complicadas oferecendo a premissa de que todos concordaram com um mesmo padrão de comportamento. A única opção inviável aqui é imaginar que não vão haver tais relacionamentos. Isso seria um erro fatal, além de inocente. 


C. C. Self-Coaching
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Como celebrar as datas especiais no trabalho?

A vida está corrida e mal tem tempo de pensar a próxima hora do seu dia? Duas coisas, primeiro, organize melhor a sua rotina porque esse estresse vai acabar te matando. Outra: Bem-vindo ao clube dos que mal tem tempo de comer. Acho que este grupo tem, ao menos, o dobro de afiliados em relação ao grupo dos que têm a rotina organizada.
O natal está caminhando a passos largos a nosso encontro e a grande maioria nem mesmo vai enfeitar a casa. Quem vai enfeitar vai fazer na véspera de natal, vinte minutos antes dos convidados chegarem.

Assim tem sido a rotina da maioria e tudo bem porque estamos mesmo correndo contra o relógio. Mas paremos dois minutos para pensar sobre isso. Será que meu dia ficaria mesmo mais difícil se todos parassem dez minutos para colocar um enfeite na mesa, na parede ou no teto? Eu acho que não, e todos poderiam sorrir ao perceber que o espírito natalino está no ar.

A segunda pergunta é: quanto espaço uma faixa de 'feliz aniversário' ocupa em uma gaveta? Imagino que não muito... Não sou louca a ponto de propor que a empresa contrate um decorador para fazer a maquete de páscoa. Só afirmo com muita certeza que um 'parabéns pra você nessa data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida' não custam dez minutos e fazem muita diferença no dia do aniversariante.

E todos faremos aniversário cedo ou tarde. Todos querem se sentir importantes, merecedores de atenção e afeto e não é difícil suprir essa demanda. Um cupcake da padaria e uns balões pelo time! Não se houver um mínimo senso de coleguismo e equipe entre todos, vai ser até divertido.

E é tudo de que precisamos: nos importar, ter uma faixa e algumas bolas coloridas. Sabe o que tenho em casa? Envelopes pardo. Um para cada data festiva e re-abro os mesmos envelopes todo ano. Claro que, eventualmente, eu compro alguma coisa e mando outras embora mas estão aqui um envelope para o carnaval, um para a páscoa, um das festas juninas, um para o dia das bruxas e um para o natal.

Minto, o natal é uma caixa de sapatos, mas também é razoável em volume... Sendo o objetivo decorar um escritório, eu adicionaria o dia das mulheres ao calendário. É um reconhecimento bacana e mostra muito das intenções da corporação valorar um dia de lutas tão importantes. E o dia do trabalho, quem sabe. Celebremos!


C. C. Self-Coaching
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Como promover a união do grupo?

Pessoas sociais que somos, buscamos fazer parte de um grupo ainda que não compartilhemos de todas as suas idéias ou ideais. Historicamente porque o grupo confere maior segurança aos seus integrantes do que teriam individualmente. Era uma questão de sobrevivência! Um grupo pode sobreviver a um ataque de um leão, por exemplo, um homem sozinho não.

Hoje, entretanto, também porque um grupo oferece um pacote de benefícios aos que o integram. Status social, certeza sobre condutas e comportamentos, orientação sobre a vestimenta e garantia de companhia. Integrar um grupo significa que muitas decisões não vão precisar ser tomadas. Isso fortalece a imagem individual e permite um exercício facilitado da auto-estima.

Não estamos aqui estudando a sociologia ou antropologia das sociedades mas, por fim, estamos. Da mesma forma que é interessante para uma corporação que os indivíduos mantenham uma competição saudável entre si, estimulando que cada um chegue ao seu máximo potencial criativo e produtivo, é importante fazer com que todos se sintam parte deste todo que é a unidade corporativa.

Ter os colaboradores, dos níveis que forem dentro da organização, se sentirem parte do todo garante que todos vão compartilhar das normas e valores desta. Assim se dá o desenvolvimento e compartilhamento de uma cultura corporativa que é extremamente interessante para todas as partes.

Esta unidade cultural corporativa permite que o crescimento e sucesso sejam o sonho compartilhado de todos. Para isso, é preciso que os gestores sejam capazes de identificar, muito precocemente, os desafetos e pessoas que tenham comportamento contra-producente para lidar com estes de forma isolada ou desliga-los do grupo.

Com os outros, o comportamento do grupo vai ser motivado pela partilha do bem (sonho comum, crescimento da empresa) e do mau (concorrência, dificuldades que enfrentam na rotina). Estas duas frentes do grupo se auto-alimentam e se transformam de acordo com a situação, sendo suficientes para manter a unidade e foco. Á empresa cabe manter este sentimento de pertencimento.

Algumas dicas em posts anteriores:

Confraternização na empresa

Sala de descanso 

Futebol de domingo corporativo

Unindo a equipe em torno de um projeto

Conheça melhor os seus colegas

Dinâmica para unir equipes I

Dinâmica para unir equipes II



Dinâmica para unir equipes V



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Aumento ou promoção? Quem pode pedir e qual a melhor hora?

Com a humilde intenção de responder à estas questões, proponho uma divisão do tema em duas vertentes igualmente importantes: aumento e promoção. São dois aspectos de um mesmo objetivo final e normalmente andam de mãos dadas mas algumas pequenas diferenças podem ajudar a escolher o caminho que irá percorrer.

Quem faz um trabalho consistente e acredita que está dando o melhor de si entende que um aumento ou uma promoção serão uma consequência natural de seu esforço mas pode ser que quem tenha o poder de tomar esta decisão não tenha identificado este bom peão em jogo.
Quem tem seu dia sobrecarregado pela necessidade repentina de cobrir o trabalho de alguém enfermo ou que se desligou da empresa, por sua vez, entende que a recompensa financeira é uma questão de bom senso e já começa a pensar em como vai gastar o dinheiro extra mesmo antes do expediente acabar.

Quem tem um certo tempo de trabalho com uma mesma empresa já tem até discurso pronto para o momento da posse em sua nova função junto à chefia mesmo sem ter sido convidado a se juntar à equipe de gerência porque imagina que não exista desculpa para não receber o lugar recentemente vago na mesa de gerência.

Nenhum deles está errado mas também não tem ninguém inteiramente certo. Primeiro de tudo, se você acha que merece um aumento ou uma promoção é porque tem certeza de que está cumprindo com o seu papel e isso é fantástico, mas será que está?

Nos três casos, o que deve chamar atenção de imediato é o fato de todos estarem depositando o poder de decisão sobre a melhoria em seus ganhos na equipe de gestão. Caramba, se você quer uma coisa deve correr atrás. Sem medo ou receios. É um direito seu comunicar as suas expectativas e buscar melhorias para a sua vida.

Depois de estabelecido que o seu futuro depende somente de você, eu pergunto: você tem certeza de que merece esta mudança? Dentro da lógica que eu sempre proponho aqui de que devemos ser críticos de nossas ações e de nossa conduta profissional a todo tempo, você já fez uma análise de sua trajetória e desempenho? Está preparado para crescer? É merecedor desta chance? Você se daria a oportunidade caso fosse seu superior?

Isso tudo é muito interessante de questionar porque ninguém é capaz de gerir outros se não pode gerir a si mesmo. Da mesma forma, ninguém incapaz de criticar construtivamente a si próprio será capaz de fazê-lo co os outros. Se quer receber mais responsabilidade, mereça. Prepare-se para o próximo nível da forma que for preciso. Identifique o que é preciso para ocupar a posição que deseja e prepare-se.

Pedir uma promoção é, sem dúvida, o jeito mais fácil de conseguir mudar de situação financeira e status profissional. Pela razão óbvia: você melhora de cargo e o salário sobe junto. É mais fácil se aproximar de um gestor e explanar sobre estar pronto para a próxima fase, para dar mais um passo na empresa ou para explicar como gostaria de se dedicar mais a empresa.

Você se preparou, está pronto e com gana de crescer. Se seus argumentos forem válidos e análise da empresa sobre você for positiva, muito provavelmente vai dar certo. Esse tipo de conversa não é legal ter no corredor ou no elevador cheio. Você vai falar sobre coisas decisivas e precisa se preparar e preparar o ambiente. Marque uma hora com seu chefe para tomar um café e conversar. Seja direto sobre o assunto, não tente enrolar quem ganha a vida enrolando os outros...

Se a empresa tem uma estrutura organizacional aberta vai funcionar. Mas se a estrutura é bem definida, é improvável que uma promoção seja possível a não ser que haja um desligamento ou afastamento por período prolongado. Já sabemos que o mais interessante do ponto de vista do empregado é associar o seu aumento salarial com um aumento de responsabilidades ou funções. E agora?

Pedir um aumento nem sempre é a melhor saída mas as vezes é a única. Se não dá para pedir uma promoção, pedir um aumento é o que resta. Para tal, convide seu gestor para uma conversa sobre o seu futuro na empresa e na hora marcada seja objetivo. Você está certo de que deveria receber mais. Mas não jogue a bomba e saia correndo. Como representante de uma corporação, o seu gestor quer saber porque você seria merecedor desse aumento.

Quando for fazer esse tipo de requisição, tenha claro em sua mente que você merece e porquê. Não é a camaradagem ou a apreciação do gestor pelo seu trabalho que vai mudar o jogo. A camaradagem já existe e você já trabalha para ele. Ele precisa ouvir de você uma argumentação muito bem fundamentada acerca dos critérios que usou para se julgar merecedor de mais.

E se tudo der errado ou se a empresa não estiver mesmo em condições de melhorar a sua vida financeira? Nesse caso ainda restam algumas opções. Primeiro você pode negociar melhoria nos benefícios que recebe, melhorando assim os seus ganhos sem melhorar o seu salário diretamente. Solicite que a empresa negocie parcerias ou ajude-a a chegar até bons parceiros. Inspire-se e leia mais aqui.

A última e mais complicada opção é buscar uma recolocação profissional. Na esmagadora maioria das vezes não será a opção de escolha mas pode ser o último recurso. Buscar uma empresa que ofereça o que te interessa como reconhecimento do trabalho que você faz pode mudar a sua vida de forma profunda mas positiva. Nunca aconselharia isso, até porque nossa economia está no limite da falência e pouco se está contratando mas também não digo que é carta fora do baralho.

Faça o que for melhor para você da forma que julgar correta, nos critérios que considerar justos. Pense em você e na empresa. Acredite em seu julgamento poque ninguém vai conhecer esta relação melhor do que você. Para merecer estar no topo da montanha é preciso aprender muito, além de suportar os calos que vão se formar no caminho.

Além disso tudo, é preciso avaliar se existe mesmo a demanda por mais ganhos ou se qualquer salário que receba não vai cobrir o que gasta porque gasta sempre tudo que ganha. Mais uma vez é preciso olhar para dentro para poder enxergar o todo do lado de fora. Como está gerindo os seus rendimentos? As vezes basta um pouco de organização para mudar a sua relação com o dinheiro e se roganizar é possível. Já escrevi um pouco a esse respeito e se você perdeu pode ler clicando aqui.



C. C. Self-Coaching
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10 dias de ouro para se manter calmo em situações/ambientes estressantes

Quando eu era pequena, me diziam que não existe profissão mais estressante do que a de motorista de ônibus. Claro que eu morava no Rio de Janeiro com seu trânsito caótico e o calor absurdo, e o estresse dos passageiros reclamando de tudo não ajuda os pobre-coitados, mas já descobri profissões muito mais desgastantes do que esta ao longo da vida.

Algumas profissões lidam com altos níveis de estresse na rotina, outras passam por alguns períodos mais complicados ao longo do ano mas não é a regra. Outras eu acredito que não envolvam qualquer estresse mas eu não acho que a oferta de vagas para sommelier ou crítico de restaurantes seja muito grande. A verdade é que a grande maioria de nós tem que conviver com o estresse e tentar manter a sanidade apesar da vontade de gritar e sair correndo, largando tudo para trás. 

Separei as dez melhores práticas que encontrei sobre como manter acalma na hora do desespero. Seja no dia-a-dia, seja no fim do mês ou toda sexta-feira, quando o sangue começar a esquentar e o clima no trabalho ficar mais elétrico, lembre de recorrer a essas dicas. Acho válido, inclusive, imprimir e emoldurar para não perder de vista!
1-Entenda o que está se passando, identifique os sinais que o seu corpo apresenta e tente contornar a situação. É muito comum apresentarmos sintomas físicos em decorrência do estresse. Pode ser enxaqueca, ânsia de vômito, tontura, fome descontrolada, desejos sem sentido (cigarro, álcool, doces, pão...). Cada um vai reagir de uma forma bem específica mas se pudermos identificar os sinais do estresse em nosso corpo, poderemos contornar a situação logo no princípio. Racionalize as suas emoções para poder controlar o seu corpo.

2-Encontrar e compreender a causa de tudo é tão importante quanto cuidar dos sintomas, portanto, entenda porque está estressado. Identifique a causa primeira e as que são desmembramentos desta. Isole cada um dos estímulos que tem ao desconforto e irritabilidade e trate um por vez. Tenha calma e seja crítico, analise cada um como sendo um problema individual. Sozinhas, as causas do estresse podem ser menos assustadoras e mais fáceis de contornar.

3-Se afaste do que está causando o episódio e dê um sorriso. Na maioria das vezes não vai ser  possível sair do trabalho e ir dar uma volta no parque mas faça o exercício, mesmo que simbólico de se afastar por alguns instantes para se reencontrar com o problema sob nova perspectiva. Afaste a cadeira da mesa e olhe para a janela, procure por uma pássaro e tente identificar a espécie; vá ao banheiro, lave o rosto, e preste atenção ao cheiro do sabonete; vá tomar um copo de água no filtro de outro corredor ou até mesmo de outro andar.

4-Respire profunda e lentamente. Existem listas e vídeos incontáveis na internet sobre técnicas de respiração para sobrepor o poder da mente ao do corpo. A prática da meditação é uma grande aliada quando o objetivo é manter a calma mas você pode ter algum vídeo guardado no celular para alguma hora de maior pressão. Para saber mais sobre meditação no trabalho, clique aqui.

5-Faça um relaxamento mindfull do corpo. Eu já falei aqui sobre os três pontos importantes deste tópico. O cheiro e a cor de tudo e meditação. Saber o que te ajuda a relaxar na hora de maior aperto é importante mas você também pode preparar o seu ambiente para evitar que o estresse se aproxime, mantendo a calma o dia inteiro.

6-Exercite o corpo constantemente. Já falei aqui sobre a importância de se exercitar e não vou me alongar muito, mas vale lembrar que um corpo forte é mais resistente e para a prática de exercícios, é preciso exercitar também o controle da mente sobre o copro, o que é extremamente útil aqui.

7-Eleja uma música para se acalmar. Escolha a que mais te agrada, aquela que, sem perceber, te faz sorrir. Ou aquela cuja batida te faz querer dormir. Qualquer que seja a música, se condicione a ouvi-la com corpo e mente toda vez que tocar. Tenha no celular ou no computador e quando os tempos mais difíceis chegarem, pare tudo para ouvir a sua música. Eu uso uma playlist para meditar e uso a mesma também para relaxar em horas críticas.

8-Corpo são em mente sã. Essa frase é o maior dos maiores clichês mas não se fez sem motivo. Cuide-se garantindo uma vida sem cigarro, com horas de sono adequadas e comendo bem. Ter certeza de que o seu corpo vai estar preparado para uma rotina intensa é um grande curinga nas mãos. Alimente-se de forma equilibrada e reduza o consumo de frituras e açúcar. Durma bem de noite para que tenha tempo de se recuperar.

9-Atente para o consumo de energéticos como termogênicos, café e chá preto. Os produtos que aceleram o metabolismo podem nos deixar mais suscetíveis a ataques de pânico. É importante ter atenção ao consumo e, se possível, ter orientação de um profissional de nutrição sobre o seu uso e o resto da sua dieta.

10-Peça ajuda. Resolver um problema, mesmo que este seja de inteira responsabilidade sua, pode requerer ajuda. Se é sua responsabilidade, você deve garantir que será resolvido mas não precisa carregar o fardo sozinho. saber delegar também é importante e pode fazer a diferença na hora de do aperto. Ter uma equipe de suporte que te apoie é um excelente sinal de que você é capaz.



Carol Chilinque Self-Coaching
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A cor e o cheiro de tudo - Cromo e aroma-terapia aplicadas ao seu ambiente de trabalho

Feche os olhos e pense na comida de sua avó servida à mesa. Qual a sensação que te preenche agora? Agora imagine o rosto da pessoa que mais ama. Como se sente? Claro que eu poderia ter falado sobre o cheiro de uma flor de laranjeira e a imagem de um campo de lírios, mas não acho que chegaria ao mesmo resultado irrefutável. Em proporções muito menores, é desta forma que a cromoterapia e a aromaterapia pensam a sua rotina.
Tudo que vemos e tudo que cheiramos nos remete a ideia de bom ou ruim sem que percebamos claramente a relação feita. Associamos estas mensagens de positivo e negativo à experiências pessoais criando memórias afetivas e sensoriais. Assim que passamos por experiências de sensações nos aflorando à pele sem qualquer explicação muito lógica.

Alguns lugares não têm a sua utilidade fixada em nossa memória como um salão de cabeleireiro onde façamos uma limpeza de pele, por exemplo, mas o cheiro é registrado de forma impressionante e a cada vez que o sentir novamente, lembrará de como a experiência foi boa e vai querer voltar lá. É possível mesmo que sinta saudades de algo de que não consegue se lembrar, e a sensação de que a experiência foi ruim vai consumir a sua paz.

Estas associações são involuntárias mas podemos ajudar um pouco a criar uma boa relação sensorial entre visitantes/clientes e nosso ambiente de trabalho. E porque não, criar um ambiente mais agradável para os próprios funcionários.
Alguém já observou que as clássicas paredes brancas de hospitais estão sendo substituídas por cores em tom pastel? Isso porque já ficou comprovada a associação que fazemos entre o branco e a ansiedade da ausência. Assim vemos mais paredes azuis, verdes ou amarelas.

A aromaterapia é um tratamento inserido dentro do universo das fitoterapias que visa reverter quadros negativos através dos estímulos que o cheio que óleos essenciais produzem no nosso corpo. A cromoterapia, por sua vez, busca resultados positivos através da ação das cores sobre nossos organismos. Assim, o tratamento de um terapeuta desta área pode incluir dormir com uma luz azul acesa no quarto ou gotas de lavada na água do banho.

Agora, como estabelecer quais aromas e cores devemos associar à nossa imagem enquanto companhia? Isso depende muito do ramo de atuação e da relação que se espera manter com os visitantes. Segue uma pequena tabela para orientação mas se o tema interessa e se acha que pode obter benefícios através destas terapias, vale a pena consultar um especialista. este tipo de tratamento é utilizado tanto em ambientes quanto em pessoas, então não existe limites para a atuação de um tempo observando um belo jardim cheio com flores perfumadas.




C. C. Self-Coaching
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Confraternização na empresa é uma boa ideia?

Confraternizar é uma palavra cujo significado vai muito além da festa de final de ano que as empresas, em geral,  oferecem. Confraternizar, segundo o dicionário, é comungar de pontos de vista, convicções e estado de espírito de outrem. Isso significa dizer que confraternizar é todo dia e em todo lugar.
Confraternizar é oferecer o seu olhar fresco e externo ao projeto do colega porque o sucesso dele vai ser o seu, é compartilhar da alegria de cada conquista dos pares com honestidade genuína e celebrar os desafios vencidos pela corporação como se estivesse vencendo os seus desafios pessoais. Celebrar é compartilhar o barco não só ao aportar mas por toda a viagem.

Pensando nisso, parei para pensar em como a confraternização in-company não só é uma boa ideia como deveria ser incentivada por todo o ano. Aumentar o tamanho das mesas, permitindo o compartilhamento e a interação entre todos é uma das ideias que tive. Também pensei em como as áreas de convivência podem ser espaços habitados e não somente de passagem.

O Cafezinho que cada um bebe em um canto diferente da sala pode ser mais um momento de encontro com bancos ou estofados compridos onde as partes possam descansar e conversar enquanto saboreiam a bebida quente.

Até mesmo corredores podem apresentar alguma interatividade com obras ou informações postadas em quadros com rotatividade tal que promova contemplação e comentários críticos. Cada ponto da companhia pode apresentar uma chance de ser confraternizado. Olhos atentos e pré-dispostos à ver oportunidades facilmente identificarão as boas chances que outros deixam passar.

Claro que as tradicionais festas de confraternização de final de ano são uma ocasião fantástica para melhorar a relação entre os funcionários, entre a empresa e as famílias e entre as famílias e funcionários. São momentos onde se criam grandes laços de confiança, lealdade e parceria. É um evento sim, acaba quando a música termina, mas os envolvidos seguem na valsa e os resultados são observados por todo o ano produtivo. 



C. C. Self-Coaching
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O empreendedorismo vai salvar o Brasil?

Atualmente o Brasil ocupa o nono lugar no ranking das maiores economias do mundo e, apesar de estarmos em meio a uma grande crise política que se reflete enormemente nas nossas micro e macro economias, alguns setores começam a mostrar sinais de retomada de crescimento.

O IBGE é o órgão responsável por medir o nosso crescimento (positivo ou negativo que seja) e estima que tenhamos mais de 90 milhões de pessoas ativas no mercado de trabalho. São mais de 90 milhões de pessoas produzindo riquezas e desenvolvendo tecnologias. Essa é a teoria.
Mas nosso país é muito mais respeitado enquanto fornecedor de matéria prima barata do que como exponente mundial em desenvolvimento de tecnologias. Vou lançar aqui uma teoria muito ousada mas espero que me deem tempo de desenvolver. Estamos vivendo ainda sob a mentalidade de colônia que fomos.

Isso, assim mesmo. Ainda fornecemos o nosso melhor em troca de um tapinha nas costas dos nossos grandes senhores que, estes sim, merecem o que há de melhor. Esse sentimento é o que corrói as nossas chances de desenvolver tecnologias e nos destacar pelo nosso potencial intelectual em vez de sermos somente o braço forte.

Nada contra ser o braço forte na relação mas é preciso ser o cérebro às vezes. O cérebro detém a minúcia da informação e não é só a força, mas também é. Porque digo isso? Porque não temos muita iniciativa enquanto detentores da tecnologia. A tecnologia é o valor maior em qualquer projeto e o retorno financeiro é duradouro. Enquanto durarem as patentes, o proprietário da informação vai ter retorno de seus investimentos iniciais e juros significativos, mais rendimentos.

Alguns poucos setores no Brasil tem se destacado pelo empreendedorismo. Um exemplo curioso é o das mulheres que têm buscado formas alternativas para manter a renda e estar presente em casa para cuidar dos filhos e se aprimorar profissionalmente. O Sebrae aponta um aumento anual de mais de 30% do empreendedorismo entre mulheres.

Ocorre que nem só as mulheres estão insatisfeitas com as condições do atual mercado profissional. Os custos de manter uma carta de funcionários que cubra a demanda de mão-de-obra de uma empresa ou indústria é elevadíssimo no Brasil, um dos mais altos do mundo. Isso tem levado empresários e sindicatos a pensarem formas alternativas de manter os vínculos fora das CLT.

Como todos sabemos, o governo aprovou uma reforma trabalhista que dificulta incrivelmente a vida dos empregados nesta negociação. O poder de decisão por manter o vínculo ainda cabe as duas partes mas o poder de barganha do empregador ficou consideravelmente maior.

O empreendedorismo vai ser afetado também por estas novas regras já que propõe novos modelos e novas relações de acordo com as condições do ambiente mercadológico. Agora os proponentes vão precisar de muito mais bom senso e atenção para fugir de sistemas empregado/empregador que sejam análogos a escravidão. Todas as relações, clássicas ou revisitadas, estarão sujeitas a erros fatais em suas propostas. Mais uma vez, os empregados não terão para onde correr. Caso não aceitem as condições ofertadas, uma imensa fila de desempregados aceitará qualquer coisa.

Isso tudo, ao que me parece, pode gerar uma diminuição dos salários e piora nas condições de trabalho já de início. No pior cenário que possa vir, vamos trabalhar sem folgas, com horas excessivas e sem férias pagas. O empreendedor vai ser beneficiado pela liberdade de trazer novas possibilidades para a mesa de negociação mas sentaremos do outro lado agarrados em pouco mais do que a nossa fé de que será razoável e justo.

Não consigo ver o cenário produtivo do Brasil mudando tão cedo. Ainda temos os mesmos grandes grupos  lucrando muito com o extrativismo, pecuária e a destruição massiva de nossos recursos, sem qualquer desenvolvimento de tecnologia construtiva. Tecnologia que poupe os nossos recursos ou que nos permita investir em novas frentes. Essa tecnologia continua sendo desenvolvida fora de nossas fronteiras.

Até mesmo a tecnologia que explora nossos recursos mais exclusivos vem sendo desenvolvida e registrada em nomes gringos. Isso quer dizer, trocando em  miúdos, que em pouco tempo tomar o chá de camomila da vovó para aliviar cólicas vai requerer o pagamento de royalties para alguém cujo nome tem mais consoantes do que vogais.

A única saída que consigo imaginar para esse cenário absolutamente desolador é em mais e mais jovens fugindo do rigor de um mercado exploratório e em recessão, buscando alternativas inteligentes e ousadas. Os jovens, por sua vez, buscam horário de trabalho mais flexíveis e a liberdade de inovar a cada momento. Ontem eu postei a crítica em um livro sobre o surgimento de duas grandes empresas mundias a partir de ideias simples de garotos normais. Para ler, clique aqui.

Não é preciso ser um super herói ou um milionário entediado para transformar a realidade com ideias que revisitam os lugares mais comuns. É no empreendedorismo dessas pessoas que está a saída para o nosso presente sofrido e nosso futuro ainda tão turvo. Algo em torno de 1/3 da população economicamente ativa no país trabalha, já trabalhou ou está planejando trabalhar em um empreendimento próprio. Isso é o retrato de uma nação que está dedicada a mostrar seu valor para além do braço forte.

Cerca de 70% desses novos negócios desaparece nos primeiros 42 meses mas isso não é indício de ideias ruins ou de serviços mal prestados. As principais causas ainda são o despreparo dos gestores. Abrir um negócio é mais do que criar uma logo bonita e ter um produto de qualidade. Lidar com os desafios diários de uma empresa requer jogo de cintura e dedicação. As taxas excessivamente altas e o alto custo de distribuição são alguns dos fatores apontados.

Nem mesmo a experiência é capaz de manter um novo negócio. As crises das últimas duas décadas tocaram a nossa mão de obra de forma decisiva. Os mais experientes (e custosos) empregados foram demitidos para a contatação de mão-de-obra fresca que trabalhe por menos. Essas pessoas tão mais experientes encontram grande dificuldade em se recolocar no mercado e acabam decidindo empreender e iniciar a própria marca. Eles têm a experiência mas não é suficiente em muitos casos.

A experiência do trabalhador é como funcionário e se limita à sua área de atuação.No caso de empresas menores, há um maior acesso ao processo produtivo de forma mais integral e isso aumenta as chances de um ex-funcionário se tornar concorrência significativa mas em geral as economias de uma vida inteira desaparecem e as dívidas tomam o seu lugar.

Mas o caminho é esse. Se preparar mais, formar maiores e melhores parcerias e oferecer o diferencial que as gigantes no mercado não tem condição de oferecer pois seus processos são, em geral, ultrapassados e engessados. O futuro do país, eu insisto, está em romper amarras com o passado, superar nosso lugar de provedores de material e desbravar esse universo empreendedor que conquista mais espaço ano após ano.

Para ter acesso aos dados levantados pelo SEBRAE, clique aqui. Não é a única pesquisa que encontrei neste tema mas talvez seja a mais completa.




C. C. Self-Coaching
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Impressões sobre o livro 'The Upstarts: How Uber, Airbnb, and the Killer Companies of the New Silicon Valley Are Changing the World'

Não é minha intenção de forma alguma transformar este blog em um blog de críticas literárias mas andei lendo alguns bons livros e se queremos de fato crescer, é preciso investir em si, no próprio cérebro. Já falamos sobre isso aqui, aqui e aqui. Então vou lendo e compartilhando o que pensei sobre cada publicação.

Também já falei sobre as startups aqui e foi um texto bem popular, com bastante acessos, mas este livro traz uma nova perspectiva do assunto. O livro conta a história da concepção do Uber e do AirBnB de uma forma bem leve porém concisa. Nada de encheção de linguiça, é uma leitura linear da história como ela se deu.

Desde a juventude dos idealizadores, passando pelo período de tentativas e erros até o momento do click e do sucesso iminente. As histórias são muito bem descritas em detalhes o que nos faz perceber que a nossa história é só mais uma história entre tantas outras.

Curiosidades sobre como as histórias de cruzam no tempo e espaço e sobre encontros de desconhecidos que nem mesmo faziam ideia do tamanho da contribuição que dariam para a economia, para a hotelaria e para o sistema de transportes urbano. Isso tudo em nível mundial! É realmente grandioso.

Mostrar o momento dos erros e todas as tentativas frustradas de suceder dos dois grupos de jovens empreendedores nos mostra que o que vale é a inspiração e acreditar no nosso potencial. É um livro extremamente motivacional e por isso, mais do que pela história em si, vale a pena a leitura.

E conforme já falamos aqui, não é preciso muito mais do que uma boa ideia e um tanto de paixão para que qualquer um possa começar a sua própria história de sucesso. Eram jovens que, apesar do seu caminho bem traçado no mercado tradicional não se contiveram e extrapolaram as barreiras da criatividade e inovação em busca, antes de mais nada, de satisfação pessoal. Certamente uma história para inspirar...



C. C. Self-Coaching
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O que é permitido no assunto faltas e atrasos? Como cobrar compromisso com o horário?

Respondendo logo a última questão, cobra-se compromisso com os horários e prazos tendo, você mesmo, compromisso com horários e prazos. Não é possível demandar uma postura assertiva dos colaboradores que seja conflitante com o que ele identifica como sendo a postura de seu gestor. Através de um bom exemplo começa uma boa postura e, por consequência, uma boa relação.
Mais uma vez eu vou defender, neste blog e na vida, a importância das relações entre empregados e empregadores ser regida por um código de conduta cujas regras e demandas sejam claras para todos. É fundamental para a saúde das relações haver um completo entendimento de como e quando se portar na empresa.

Se é tolerável que um colaborador (ou gestor, uma vez que as regras devem valer para todos) se atrase até quatro vezes no mês sem prejuízo de sua imagem e exercício de função, que assim seja. Mas se os limites estabelecidos forem ultrapassados, é preciso punir dentro do previsto.É preciso ficar clara a política da corporação para atrasos.

Da mesma forma, se o funcionário faltante não justificar sua ausência dentro do permitido por lei, é preciso puni-lo dentro do que ficou estabelecido no CC. Não é a primeira vez que escrevo estas palavras e tenho a certeza de que não será a última: o combinado nunca sai caro.

E quando eu digo que pode sair caro, pode sair caro mesmo. Estamos falando aqui de processos trabalhistas e até mesmo acusações de assédio ou preconceito. Se não existe uma regra clara, qualquer medida punitiva é arbitrária. Nem mesmo precisa estudar direto para entender a lógica aqui.

Se não é de interesse da empresa criar um CC, acordos claros de recompensa e punição podem ser redigidos mas é preciso que sejam de conhecimento de todos. A fixação de cartazes ou memorandos em quadros de avisos é uma das formas de chegar até o grupo em sua totalidade. Para redigir qualquer um dos dois, alguém da área de direito corporativo pode ser uma grande ajuda. 



Carol Chilinque Self-Coaching
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Turbine seu currículo com cursos das maiores universidades do mundo!


A certeza que vem a cabeça quando se lê o texto é de que alguma escola de intercâmbio vai cobrar uma fortuna para levar alguém para estudar fora pelo período de um ou dois semestres. Nada disso. Muito mais fácil, eu garanto.

Algumas das maiores universidades do mundo oferecem cursos on line alguns até mesmo de graça. Sem pegadinha, sem letra miúda. É só se matricular estudar de casa os conteúdos que ficam disponíveis com o seu login.

Eu escolhi na Universidade de Yale um curso de construção da teoria social moderna. Uau! Nem sei o que falar, é incrível o conhecimento do professor Iván Szelényi e a facilidade com que discorre sobre os maiores autores dos séculos passados. 

O curso é gratuito e 100% online. Foi oferecido presencial alguns anos atrás como curso de verão e hoje é um curso aberto. Não há certificação para este curso em especial mas outros que andei pesquisando têm. Caso tenha ficado interessado, seguem alguns links para cursos online de algumas universidades. Mas informe-se sobre o custo, a duração, a carga horária (se é 100% online) e a certificação de cada curso de interesse. Verifique, principalmente, se a universidade envia o diploma pelos correios. 

Yale
http://oyc.yale.edu/courses

Jacksonville University
https://explore.jacksonvilleu.com/lp-davis-college-of-business/?campaignid=70161000001NSs8&vendorid=2109937&utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=&utm_term=online%20mba&gclid=CjwKCAiA0IXQBRA2EiwAMODil1A_QKy1Xf1DyaJrOb5ZAuynyAteSXctgMJfAVhDRlbBits0VFWV-hoC--UQAvD_BwE

South Carolina´s University
https://gradonline.sc.edu/programs/

New York University; School of Professional Studies
http://www.sps.nyu.edu/academics/degree-programs/online.html

Oxford
http://www.ox.ac.uk/admissions/continuing-education/online-and-distance-courses

University of Liverpool
https://www.distancelearningportal.com/universities/754/university-of-liverpool.html

Anglia Ruskin University
https://www.distancelearningportal.com/universities/220/anglia-ruskin-university.html

University of Birmingham
https://www.mastersportal.eu/universities/12493/university-of-birmingham-online.html

Manchester University
https://www.distancelearningportal.com/universities/255/the-university-of-manchester.html

C. C. Self-Coaching
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O poder da empatia

Tem alguns aspectos da mente humana que são verdadeiros mistérios. Por vezes nos relacionamos com pessoas por questões circunstanciais mas não há nada nelas que nos agrade. A fala da pessoa é normal e em bom tom, se veste como todos os outros, come de forma educada e sorri quando nos cruzamos em algum corredor. Não há explicação lógica para o fato da presença de algumas pessoas simplesmente nos incomodarem.
Com o passar do tempo, algumas situações nos levam a crer que algum sentido subjetivo nosso estava nos chamando atenção para o lado ruim da pessoa que ainda não havia sido revelado. Como se fosse um instinto ou coisa parecida. Mas na verdade, o tempo todo estávamos buscando uma justificativa para o nosso próprio comportamento antissocial.

Da mesma forma como podemos não gostar de alguém sem qualquer justificativa, algumas outras pessoas simplesmente caem em nossas graças sem qualquer esforço. Imediatamente as conhecemos e passamos a gostar delas. Como se tivéssemos criado alguma conexão muito especial que estava predestinada a acontecer.

Mais uma vez estamos somente buscando uma justificativa para o comportamento nosso. Sem qualquer explicação, gostamos ou desgostamos de alguém que acabamos de conhecer e esse comportamento desperta em nós posturas que temos a necessidade pessoal de justificar para nós e para o grupo.
Somos seres sociais e pensar que nossas ações são injustificáveis é assustador. Se encaixar em uma comunidade sem ter domínio de suas próprias ações nos faz pensar que somos loucos e que talvez alguém vai perceber, nos excluindo do grupo que nos mantém seguros. Mas alguns comportamentos são mesmo fruto de um trabalho paralelo de nosso subconsciente e não poderá sempre justificado, por mais que tentemos.

Agora, por outro lado, tem coisas que podemos fazer independente do tipo de conexão que possa ser estabelecida: mostrar empatia. Talvez esta seja a característica mais bela e forte que uma pessoa pode ter. Ser empático significa dizer que você consegue perceber a situação da outra pessoa além da sua. Isso quer dizer que você não julga o outro dentro de seus próprios valores e consegue perceber o lugar dele no seu mundo dentro das experiências dele.

A empatia é uma arma de qualidade e desenvolver esta habilidade nos eleva a um outro nível existencial. Imagine o mundo de outra forma... Imagine, por exemplo, um médico que olha o paciente, analisa os sintomas e determina um curso de tratamento, escrevendo uma receita. Ele fez tudo pela ordem correta e o paciente foi tratado. Mas se ao invés disso, o médico se colocasse no lugar psicológico do paciente e, além de prescrever um remédio, entendesse que os sintomas são mais do que um mal físico.

Na medicina a empatia é uma característica muito comum entre os médicos fisiologistas. Identificar mais do que os abalos na estrutura física dos pacientes faz com que exerçam o que por vezes é chamado de medicina humanizada. Observam além do corpo físico, a fala, a postura, o ambiente familiar, as condições de vida e de trabalho.

Em um outro cenário, imagine se chega um novo auxiliar de estoque no seu setor e que, sem qualquer justificativa, você não tenha gostado dele. Não tem explicação, você é muito gentil com todos, é extremamente sociável sempre mas não conseguiu ter uma conexão com ele. Em qualquer situação, o seu 'pé atrás'  vai fazer com que o tratamento que dirige a ele seja diferente. Continuará sendo educada, ofertará os mesmos benefícios e sempre vai dar a ele o bônus de produtividade se ele se encaixar nos critérios, mas vai evitar ficar por perto. Aqui você está sendo profissional.
Mas se ao invés disso, você entender que se você dá um abraço de bom dia em todos, menos nele; que senta à mesa com todos os outros, menos com ele, na hora do almoço; que todos os outros vão ter mais chance de aprender com a sua proximidade física no ambiente profissional; que todos tem seu telefone pessoal menos ele, você vai ver que não está sendo tão justa assim.

Na verdade, nada disso é feito de propósito, mas quando se coloca no lugar psicológico do outro, você percebe que o outro vai acabar se afastando mais e mais porque não vai entender o porquê de ser tratado de forma tão diferenciada. E se esse outro alguém for de carne e osso, vai acabar achando que não se encaixa no grupo, que é melhor ir embora.

Quando você se coloca no lugar do outro, entende que a realidade que une as partes não é regida somente pelos seus valores, mas pelo encontro dos valores de duas pessoas e o que é certo e verdadeiro para um pode não ser o que é certo e verdadeiro para o outro. Assim geramos menos conflitos, assim criamos mais conexões positivas.

Ao contrário do 'clique' que ocorre quando primeiro conhecemos alguém, a empatia pode ser exercitada e desenvolvida. Andando na rua, em vez de olhar com asco alguém que cheira mal e está dormindo no chão, imagine como foi o dia desta pessoa sem um banheiro, sem uma cama ou roupas limpas. Quais causas teriam levado essa pessoa a ficar nesta situação em que se encontra agora? Tente imaginar a vida que leva pelas ruas e ofereça, em vez do desgosto, a sua simpática e empática cortesia. 


Carol Chilinque Self-Coaching
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