Uma empresa legal vive de funcionários legais

Imagino que todos já tenham ouvido falar sobre o efeito borboleta, certo? Sobre o efeito borboleta a Wikipedia diz que é a dependência sensível à condições iniciais de algum sistema. Eu também já discorri sobre o assunto aqui. Estudar, entender e falar sobre o caos e a ordem que ele trás em si é muito divertido e revelador.
E o que isso tudo tem de relação com o tema no título do post? Tudo. Dentro da lógica do efeito borboleta e da teoria do caos, uma 'coisa' sempre age sobre outra, afetando-a de forma permanente e direta. Ainda não fez sentido? Pois fez, você só não percebeu ainda...

Eu já defendi aqui em momentos anteriores a necessidade de empresas escreverem e levarem os funcionários a consentir em um código de conduta. Um acordo formal que deixe claras as regras de conduta, vestimenta, recompensa e punição, de forma que todos saibam o que esperar da empresa. O combinado nunca sai caro.

O CC é uma poderosa arma para gerir as pessoas e as relações dentro de um ambiente corporativo sem dar espaço aos favoritismos, às relações pessoais e às perseguições que possam ser identificados. Insere todos os funcionários (gestores, inclusive, e isso é de extrema importância) em uma comunidade que compartilha regras comuns e vive de acordo com as mesmas.

Quem não se adapta ou não compartilha dos valores inscritos no CC não deve ter lugar dentro da corporação. Isso deve ser claro desde a contratação. Daí a importância de ter o consentimento escrito de todos sobre o CC e ter neste uma clara demanda por respeito, positividade, iniciativa, coleguismo e apoio mútuo.

Acontece que o código ou qualquer analista de recrutamento de RH podem se esforçar ao máximo para manter as maçãs podres longe da árvore e, ainda assim, pessoas mau intencionadas ou de má índole vão acabar sendo contratadas. Li, certa vez, que a pessoa de má índole é capaz de tudo, inclusive de fingir a boa índole.

E como estas pessoas de comportamento ou de personalidade destrutivos afetamo resto? Elas são pessoas de presença forte de caráter, ou não teriam perpetuado suas características negativas pela pré escola... Estas pessoas vão destruir as boas relações a que possam ter acesso, vão contaminar os projetos com o pessimismo e a dúvida e vão reproduzir e multiplicar o mau comportamento.

Por isso eu digo que as pessoas de má índole que forem identificadas devem ser imediatamente desligadas do corpo de colaboradores. A bondade e positividade se multiplicam mas o contrário também é verdadeiro. Não digo de um comportamento isolado, ou que a cada vez que alguém fizer uma avaliação negativa de um projeto estejamos frente a uma situação destas, mas digo que olhos devem estar sempre atentos.

 Mas, como sempre há um 'mas', é preciso ser um bom exemplo para cobrar um retorno desses dos pares. Assim, proponho que a limpeza comece pelo alto. Gestores devem ser o primeiro exemplo de parceria e produção dentro do grupo. Devem estar dispostos a ouvir e participar, devem ser grandes incentivadores do seu pessoal e mantenedores da atitude positiva de que todos precisam.

Um bom gestor vai merecer os bons colaboradores de que dispõe porque vai estar intimamente ligado à grandeza destes. E é dos grandes gestores e grandes funcionários que se constroem ou se mantêm as grandes empresas. E não esqueça nunca: o oposto também é verdade. 



C. C. Self-Coaching
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