A parábola do semeador


Sim, eu sou católica. Quem me contou sobre esta parábola foi o padre na missa de domingo, mas este post não tem qualquer caráter religioso. Não é minha intenção evangelizar ninguém e, apesar de pregar sempre a importância da religião para o crescimento de cada um, acho que nós encontramos a fé em lugares diferentes. Respeito as escolhas de cada um, portanto entendam esta como sendo uma história qualquer, de um homem qualquer.

Acredito que o ensino deva ser laico e me comprometo com separar o conteúdo deste blog da minha religião, embora não possa destacar o que escrevo das minhas crenças pessoais. A minha religião nada tem a ver com a escolha deste tema. Quando a história me foi contada, anos atras, nem mesmo me chamou atenção, mas neste domingo eu pude pensar muito sobre as desistências que estão me cercando e sobre como a mesma história, contada uma segunda vez, pode ter novo significado. 

Eu tenho muitos amigos desistindo de carreiras promissoras e por toda a minha volta as pessoas estão desistindo dos seus próprios pais. Estou vendo muita gente ao meu redor desistir do país, largar tudo e ir embora. Gente que eu amo muito desistiu de viver e está se arrastando por ai. Tudo isso me faz pensar em como estamos nos motivando. Como eu estou motivando estas pessoas e a mim mesma?

A motivação, ao contrário do que se crê, é um processo pessoal, interno. Não tenha um personal trainer como imagem de um motivador; ele é um estimulador, um guia, um parceiro. Motivação é um processo através do qual escolhemos as nossas ações e isso acontece dentro de cada um. Nem sempre, ou quase nunca, é um processo consciente. 

Nossa experiência, nossa história familiar e história de vida, nossas necessidades primárias e necessidades secundárias nos direcionam em nossas escolhas e nos incitam a ir por determinado caminho. Este processo é natural e constante mas muitas vezes não sentimos vontade alguma de nos mover. Porque isso?

Eu não estudei psicologia mas posso dizer que mutias questões são relevantes aqui. O porquê de nada estar funcionando corretamente com você pode, e deve, ser resolvido em uma terapia com profissional qualificado, mas como começar a vencer a inércia é o motivo do post. Seja o solo bom, seja o chão fértil.

A parábola é uma passagem do meu livro sagrado e espero que não ofenda ninguém eu transcrever estas linhas aqui.
"Jesus falou muitas coisas por parábolas, dizendo:
 'O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, 
parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram.

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Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, 
e logo brotou, porque a terra não era profunda.
Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz.
Outra parte caiu no meio dos espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas.
Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um.
Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!' "

Perceberam oque quero dizer? No meu caso, digo do meu Deus falando comigo, pedindo que eu entenda as suas mensagens, mas podemos usar isso para tudo o mais. A cada momento, estamos todos sendo solo para alguma coisa e o tipo de solo que somos é uma escolha nossa, nós somos nossos motivadores. 


Com o que queremos ser semeados? O que as novelas e filmes plantam em nós? Sim, sou contra novelas e posso contar nos dedos de uma das mãos as que, de fato, contribuíram para a construção de algum conhecimento. De resto, são perda de tempo e muita reprodução de discursos de ódio. Mas ainda assim não se trata da novela, mas do tempo que dedicamos,todos os dias, a nada.  Essas horas são um exercício diário de desconstrução do que você é. 

Já falei aqui que somos a média das cinco pessoas que nos cercam, mas vamos levar isso a um outro nível: vamos ser a média das cinco artes que nos cercam. De que você está cercado agora? Com o que está alimentando os seus sentidos? O que te cerca te estimula? Faz você se motivar? O que você tem ouvido, falado, tocado? O que tem comido, como tem dormido? Tudo isso é a construção do que você é e do que vai ser.

Eu lanço o desafio: vamos nos cercar de coisas, pessoas, imagens e sons que nos façam crescer e ver o quanto isso muda a nossa rotina e a nossa percepção do mundo. Vamos escolher o que vai cair no nosso solo que vamos garantir, por todos os meios, que seja fértil. Te desafio a ser o solo e o semeador. O que você vai plantar?



Se precisa de ajuda para escolher as sementes ou o tipo de solo que você quer ser, me encontre em @ccselfcoaching no Facebook ou pelo telefone 41 992877528

Carol Chilinque Self-Coaching
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2 comentários:

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