Tem alguns aspectos da mente humana que são verdadeiros mistérios. Por vezes nos relacionamos com pessoas por questões circunstanciais mas não há nada nelas que nos agrade. A fala da pessoa é normal e em bom tom, se veste como todos os outros, come de forma educada e sorri quando nos cruzamos em algum corredor. Não há explicação lógica para o fato da presença de algumas pessoas simplesmente nos incomodarem.
Com o passar do tempo, algumas situações nos levam a crer que algum sentido subjetivo nosso estava nos chamando atenção para o lado ruim da pessoa que ainda não havia sido revelado. Como se fosse um instinto ou coisa parecida. Mas na verdade, o tempo todo estávamos buscando uma justificativa para o nosso próprio comportamento antissocial.
Da mesma forma como podemos não gostar de alguém sem qualquer justificativa, algumas outras pessoas simplesmente caem em nossas graças sem qualquer esforço. Imediatamente as conhecemos e passamos a gostar delas. Como se tivéssemos criado alguma conexão muito especial que estava predestinada a acontecer.
Mais uma vez estamos somente buscando uma justificativa para o comportamento nosso. Sem qualquer explicação, gostamos ou desgostamos de alguém que acabamos de conhecer e esse comportamento desperta em nós posturas que temos a necessidade pessoal de justificar para nós e para o grupo.
Somos seres sociais e pensar que nossas ações são injustificáveis é assustador. Se encaixar em uma comunidade sem ter domínio de suas próprias ações nos faz pensar que somos loucos e que talvez alguém vai perceber, nos excluindo do grupo que nos mantém seguros. Mas alguns comportamentos são mesmo fruto de um trabalho paralelo de nosso subconsciente e não poderá sempre justificado, por mais que tentemos.
Agora, por outro lado, tem coisas que podemos fazer independente do tipo de conexão que possa ser estabelecida: mostrar empatia. Talvez esta seja a característica mais bela e forte que uma pessoa pode ter. Ser empático significa dizer que você consegue perceber a situação da outra pessoa além da sua. Isso quer dizer que você não julga o outro dentro de seus próprios valores e consegue perceber o lugar dele no seu mundo dentro das experiências dele.
A empatia é uma arma de qualidade e desenvolver esta habilidade nos eleva a um outro nível existencial. Imagine o mundo de outra forma... Imagine, por exemplo, um médico que olha o paciente, analisa os sintomas e determina um curso de tratamento, escrevendo uma receita. Ele fez tudo pela ordem correta e o paciente foi tratado. Mas se ao invés disso, o médico se colocasse no lugar psicológico do paciente e, além de prescrever um remédio, entendesse que os sintomas são mais do que um mal físico.
Na medicina a empatia é uma característica muito comum entre os médicos fisiologistas. Identificar mais do que os abalos na estrutura física dos pacientes faz com que exerçam o que por vezes é chamado de medicina humanizada. Observam além do corpo físico, a fala, a postura, o ambiente familiar, as condições de vida e de trabalho.
Em um outro cenário, imagine se chega um novo auxiliar de estoque no seu setor e que, sem qualquer justificativa, você não tenha gostado dele. Não tem explicação, você é muito gentil com todos, é extremamente sociável sempre mas não conseguiu ter uma conexão com ele. Em qualquer situação, o seu 'pé atrás' vai fazer com que o tratamento que dirige a ele seja diferente. Continuará sendo educada, ofertará os mesmos benefícios e sempre vai dar a ele o bônus de produtividade se ele se encaixar nos critérios, mas vai evitar ficar por perto. Aqui você está sendo profissional.
Mas se ao invés disso, você entender que se você dá um abraço de bom dia em todos, menos nele; que senta à mesa com todos os outros, menos com ele, na hora do almoço; que todos os outros vão ter mais chance de aprender com a sua proximidade física no ambiente profissional; que todos tem seu telefone pessoal menos ele, você vai ver que não está sendo tão justa assim.
Na verdade, nada disso é feito de propósito, mas quando se coloca no lugar psicológico do outro, você percebe que o outro vai acabar se afastando mais e mais porque não vai entender o porquê de ser tratado de forma tão diferenciada. E se esse outro alguém for de carne e osso, vai acabar achando que não se encaixa no grupo, que é melhor ir embora.
Quando você se coloca no lugar do outro, entende que a realidade que une as partes não é regida somente pelos seus valores, mas pelo encontro dos valores de duas pessoas e o que é certo e verdadeiro para um pode não ser o que é certo e verdadeiro para o outro. Assim geramos menos conflitos, assim criamos mais conexões positivas.
Ao contrário do 'clique' que ocorre quando primeiro conhecemos alguém, a empatia pode ser exercitada e desenvolvida. Andando na rua, em vez de olhar com asco alguém que cheira mal e está dormindo no chão, imagine como foi o dia desta pessoa sem um banheiro, sem uma cama ou roupas limpas. Quais causas teriam levado essa pessoa a ficar nesta situação em que se encontra agora? Tente imaginar a vida que leva pelas ruas e ofereça, em vez do desgosto, a sua simpática e empática cortesia.
Com o passar do tempo, algumas situações nos levam a crer que algum sentido subjetivo nosso estava nos chamando atenção para o lado ruim da pessoa que ainda não havia sido revelado. Como se fosse um instinto ou coisa parecida. Mas na verdade, o tempo todo estávamos buscando uma justificativa para o nosso próprio comportamento antissocial.
Da mesma forma como podemos não gostar de alguém sem qualquer justificativa, algumas outras pessoas simplesmente caem em nossas graças sem qualquer esforço. Imediatamente as conhecemos e passamos a gostar delas. Como se tivéssemos criado alguma conexão muito especial que estava predestinada a acontecer.
Mais uma vez estamos somente buscando uma justificativa para o comportamento nosso. Sem qualquer explicação, gostamos ou desgostamos de alguém que acabamos de conhecer e esse comportamento desperta em nós posturas que temos a necessidade pessoal de justificar para nós e para o grupo.
Somos seres sociais e pensar que nossas ações são injustificáveis é assustador. Se encaixar em uma comunidade sem ter domínio de suas próprias ações nos faz pensar que somos loucos e que talvez alguém vai perceber, nos excluindo do grupo que nos mantém seguros. Mas alguns comportamentos são mesmo fruto de um trabalho paralelo de nosso subconsciente e não poderá sempre justificado, por mais que tentemos.
Agora, por outro lado, tem coisas que podemos fazer independente do tipo de conexão que possa ser estabelecida: mostrar empatia. Talvez esta seja a característica mais bela e forte que uma pessoa pode ter. Ser empático significa dizer que você consegue perceber a situação da outra pessoa além da sua. Isso quer dizer que você não julga o outro dentro de seus próprios valores e consegue perceber o lugar dele no seu mundo dentro das experiências dele.
A empatia é uma arma de qualidade e desenvolver esta habilidade nos eleva a um outro nível existencial. Imagine o mundo de outra forma... Imagine, por exemplo, um médico que olha o paciente, analisa os sintomas e determina um curso de tratamento, escrevendo uma receita. Ele fez tudo pela ordem correta e o paciente foi tratado. Mas se ao invés disso, o médico se colocasse no lugar psicológico do paciente e, além de prescrever um remédio, entendesse que os sintomas são mais do que um mal físico.
Na medicina a empatia é uma característica muito comum entre os médicos fisiologistas. Identificar mais do que os abalos na estrutura física dos pacientes faz com que exerçam o que por vezes é chamado de medicina humanizada. Observam além do corpo físico, a fala, a postura, o ambiente familiar, as condições de vida e de trabalho.
Em um outro cenário, imagine se chega um novo auxiliar de estoque no seu setor e que, sem qualquer justificativa, você não tenha gostado dele. Não tem explicação, você é muito gentil com todos, é extremamente sociável sempre mas não conseguiu ter uma conexão com ele. Em qualquer situação, o seu 'pé atrás' vai fazer com que o tratamento que dirige a ele seja diferente. Continuará sendo educada, ofertará os mesmos benefícios e sempre vai dar a ele o bônus de produtividade se ele se encaixar nos critérios, mas vai evitar ficar por perto. Aqui você está sendo profissional.
Mas se ao invés disso, você entender que se você dá um abraço de bom dia em todos, menos nele; que senta à mesa com todos os outros, menos com ele, na hora do almoço; que todos os outros vão ter mais chance de aprender com a sua proximidade física no ambiente profissional; que todos tem seu telefone pessoal menos ele, você vai ver que não está sendo tão justa assim.
Na verdade, nada disso é feito de propósito, mas quando se coloca no lugar psicológico do outro, você percebe que o outro vai acabar se afastando mais e mais porque não vai entender o porquê de ser tratado de forma tão diferenciada. E se esse outro alguém for de carne e osso, vai acabar achando que não se encaixa no grupo, que é melhor ir embora.
Quando você se coloca no lugar do outro, entende que a realidade que une as partes não é regida somente pelos seus valores, mas pelo encontro dos valores de duas pessoas e o que é certo e verdadeiro para um pode não ser o que é certo e verdadeiro para o outro. Assim geramos menos conflitos, assim criamos mais conexões positivas.
Ao contrário do 'clique' que ocorre quando primeiro conhecemos alguém, a empatia pode ser exercitada e desenvolvida. Andando na rua, em vez de olhar com asco alguém que cheira mal e está dormindo no chão, imagine como foi o dia desta pessoa sem um banheiro, sem uma cama ou roupas limpas. Quais causas teriam levado essa pessoa a ficar nesta situação em que se encontra agora? Tente imaginar a vida que leva pelas ruas e ofereça, em vez do desgosto, a sua simpática e empática cortesia.
Carol Chilinque Self-Coaching
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