Cobre o que é realmente preciso cobrar. O resto é o resto...

Pensemos acerca do que é realmente necessário antes de nos pronunciar. É preciso um funcionário que tenha cabelos em cortes tradicionais ou cores menos ousadas para atender ao telefone? Eu já tive duas experiências em atendimento telefônico sem qualquer contato pessoal com o cliente e penso muito a respeito do que é exigido pelas empresas.
Qual a diferença que faz a cor ou corte do cabelo? Em que poderia um tatuagem interferir na qualidade do serviço prestado pelo profissional de saúde ou estética? Em que uma música pode  prejudicar a produtividade de um analista? São muitas questões que ficaram sem resposta e, masi uma vez, me peguei pensando sobre os benefícios de um código de conduta unificado.

É uma forma de contratante e contratado falarem uma mesma língua, sob um mesmo contrato. Assim podemos estabelecer o que é permitido e o que é inaceitável, até mesmo passível de demissão. Por que se as permissões estarão claras, as punições também estarão. 

Quando formos elaborar este código, entretanto, devemos ouvir as partes em suas demandas e ponderar sobre quais necessidades de cada lado devem ser priorizadas. Enquanto não fizer diferença para um editor cobrir seu material na empresa ou em casa, porque não permitir que exerça sua tarefa em home office, aumentando a sua satisfação e desempenho enquanto ainda salva algumas tarifas custosas para a empresa?

Se o funcionamento da corporação é estendido, faz mesmo diferença se o funcionário diz que produz mais de dia ou de noite? Se há a possibilidade de exercer o seu turno quando se sente mais eficaz, permitamos, certo? 

Infelizmente nem todos pensam assim, e ainda temos empresas impondo regras que não fazem qualquer sentido dentro da realidade em que estão inseridas. Assim também seguem as empresas que não pensam nas possibilidades de  deslocamento e alimentação pelo ponto de vista do colaborador e as que demandam por certo tipo de vestimenta que não parece fazer sentido. 

Enquanto empresa, vale propor uma assembléia com os pares ou eleger uma comissão para estabelecer os limites e regras, enquanto por parte dos funcionários, é possível cobrar mais clareza quanto às regras e propor as mudanças que pareçam cabíveis. Lembremos sempre que somos todos um time e que quando um ganha, ganhamos todos. 


Carol Chilinque Self-Coaching
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