Como ter funcionários orgulhosos?


Caso alguém ainda não saiba, eu tive a oportunidade de passar um bom tempo trabalhando com empresas gigantes pelo mundo enquanto embarcada em navios do tipo transatlântico. Foi uma experiência fantástica e eu sou muito grata à vida pela oportunidade.

Mas voltei ao Brasil e a comparação é inevitável. Enquanto as empresas daqui não parecem se importar com o que o funcionário pensa - e eu sei que isso é uma generalização injusta com muitas- as de lá passam dia e noite tentando convencer os empregados de que a empresa em que trabalham é a melhor, a mais completa e feliz.

E funciona! Existe uma preocupação real em oferecer entretenimento, saúde, alimentação variada e horas de descanso. Nada disso acontece na prática porque cada um sabe de si e não somos todos uma massa homogênea de manobra, mas é sensível e visível esse empenho por parte da corporação. Cada um tem a sua reação pessoal para as propostas da companhia, mas todos conseguem ver as oportunidades.


Ai entra o pulo do gato, como diria meu avô... Se a empresa se preocupa com o seu bem-estar, é fácil fazer do funcionário um entusiasta, alguém que vai propagar pelos quatro ventos a beleza que é ser parte desta engenharia tão perfeita. Alguém que veste a camisa e defende o seu time com garra. O seu time e a sua posição em campo, é justo dizer.

E ai as empresas completam o serviço oferecendo cursos onde o funcionário é levado a entender seu lugar na firma, o que a frima promove e porque é a parte mais importante de toda a engenhoca corporativa. É genial! Eu fiz três destes cursos e achei bárbaro. Você acaba cada módulo mais comprometido e dedicado...

São cursos muito simples e rápidos. Acho que o mais longo durou três meses mas era com um encontro semanal. Na oportunidade, discutíamos a nossa função e a importância de nos comprometermos com a perfeita execução das nossas tarefas. É uma junção de estimular o amor próprio e pela empresa.

É um processo muito eficaz e pode ser diluído em pequenas inserções regulares na rotina do grupo. Assim pode-se desenvolver o trabalho individual enquanto se aumenta as conexões entre o funcionário e a totalidade de que é parte.

Mais importante do que adaptar este modelo a sua própria realidade, é entender que as pessoas só podem se orgulhar de forma genuína. Não adianta forçar um falso sentimento de orgulho ou a reação pode ser inversa e o resultado catastrófico. Dê aos seus motivo para se orgulharem. Se quiser saber como, eu já escrevi sobre isso aqui. 



CCCoaching
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